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23 de julho de 2024

Tiroteio no Paraná é 3º ataque com mortes em escolas do país somente neste ano

Desde janeiro, pelo menos seis pessoas morreram em razão de atos violentos praticados em colégios no país.
Foto: Reprodução/ Google Street View

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O tiroteio registrado no Colégio Estadual Professora Helena Kolody, em Cambé (PR), na manhã desta segunda-feira, 19, é o mais recente de um total de três ataques com mortes contabilizados em escolas brasileiras somente neste ano. Desde janeiro, pelo menos seis pessoas morreram em razão de atos violentos praticados em colégios no país.

O Governo do Paraná informou que uma estudante foi morta a tiros depois que um ex-aluno entrou armado na instituição. Ele teria acessado a escola alegando que solicitaria o seu histórico escolar. O autor dos disparos foi detido e encaminhado para Londrina, distante cerca de 15 quilômetros de Cambé. O governador do estado, Ratinho Junior (PSD), decretou luto oficial de três dias e lamentou o ocorrido.

Em abril deste ano, um homem invadiu a creche Cantinho Bom Pastor, em Blumenau, em Santa Catarina, no Vale do Itajaí, matando quatro crianças e ferindo outras três. O autor foi preso após se entregar na central de plantão policial da região. Já o atentado em Blumenau, em São Paulo, ocorreu no fim de março. A professora Elizabeth Tenreiro, de 71 anos, morreu após ser esfaqueada na Escola Estadual Thomazia Montoro, na cidade paulista. Um adolescente de 13 anos, responsável pelo ataque, foi apreendido.

REPERCUSSÃO

Pelas redes sociais, o presidente Lula (PT) lamentou os disparos nas escolas. “Recebo com muita tristeza e indignação a notícia do ataque no Colégio Estadual Professora Helena Kolody, em Cambé, no Paraná. Mais uma jovem vida tirada pelo ódio e a violência que não podemos mais tolerar dentro das nossas escolas e na sociedade. É urgente construirmos juntos um caminho para a paz nas escolas”, disse.

O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), também lamentou o ocorrido. “Recebi com muito pesar e indignação esse inaceitável episódio de violência em uma escola do município de Cambé, no Paraná”, escreveu. “O MEC vem atuando fortemente no apoio a estados e municípios para enfrentamento desse problema, com ações integradas desenvolvidas pelo Grupo de Trabalho Interministerial instituído pelo presidente Lula, como elaboração de recomendações às redes, liberação de recursos para implementação de medidas para proteção e segurança nas instituições de ensino”, frisou o ministro.

Cumprindo agenda no Rio de Janeiro, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, manifestou solidariedade às famílias das vítimas. “Infelizmente, vimos a violência mais uma vez se manifestando no local que é o mais sagrado para as crianças e jovens do nosso país e para suas famílias, que é uma escola”.

OPERAÇÃO ESCOLA SEGURA

Em abril, 302 pessoas haviam sido presas ou apreendidas pela Operação Escola Segura. O balanço mais recente do governo federal aponta 2.593 boletins de ocorrência registrados, mais de mil pessoas ouvidas e 1.738 casos em investigação, além de 270 ações de busca e apreensão de armas a artefatos de grupos extremistas. À época, o ministro Flávio Dino disse que a operação não tem data pAra terminar.

“Nós vamos continuar a agir até nós combatermos e debelarmos um a um esses agrupamentos extremistas que estão querendo fazer terrorismo contra as crianças, contra os adolescentes e contra a educação. Essas pessoas são inimigas da liberdade.”

Após o registro de ataques a escolas nos últimos meses, o serviço Disque 100 passou a receber denúncias de ameaças de ataques a escolas. As informações podem ser feitas por WhatsApp, pelo número (61) 99611-0100. O Ministério da Justiça e Segurança Pública também dispõe de um canal para receber denúncias de violência escolar. Informações sobre ameaças de ataques podem ser feitas ao canal Escola Segura. As informações enviadas ao canal serão mantidas sob sigilo e não há identificação do denunciante.

Com informações da Agência Brasil.

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