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“Tirania” e “fusca com motor quebrado”: Crise no PDT gera novo bate-boca na Alece

Deputado estadual Romeu Aldigueri, durante sessão plenária na Alece. Foto:

O deputado estadual Romeu Aldigueri (PDT), líder do governo Elmano de Freitas (PT) na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), disse que a dissolução do diretório estadual do PDT, ocorrida na última semana, foi um ato de “tirania, uma ditadura”. Em sessão plenária nesta terça-feira (10), o parlamentar criticou André Figueiredo (PDT), deputado federal e presidente do PDT Nacional, que determinou a criação de uma Comissão Provisória no Estado.

“Colocar um funcionário para desativar 84 membros, sem uma reunião, porque nós [ala ligada ao Cid Gomes] que, legitimamente, formamos uma maioria absoluta de 49 dos 84, estávamos coordenando a reunião do diretório. [O acordo] foi quebrado sem avisar, voltando para assumir a presidência estadual e nacional”.

No último mês de julho, Figueiredo e o senador Cid Gomes (PDT) fizeram um acordo, conforme o senador, para que Cid ficasse até o dia 31 de dezembro no comando do diretório estadual da legenda. “O mandato era até 31 de dezembro. (…) Reconduziríamos [o diretório] por aclamação ao deputado André Figueiredo”, completou Aldigueri.

O líder do governo Elmano também ressaltou uma fala da deputada Lia Gomes (PDT), irmã de Cid, em que a pedetista diz que Figueiredo não se importa se o partido caberia dentro de um fusca, contanto que ele tivesse o comando da legenda. Aldigueri complementou a frase, dizendo que cabe em um fusca ‘com os pneus furados e o motor batido’. Outro parlamentar que se juntou ao deputado nas críticas ao atual presidente do PDT Nacional foi Marcos Sobreira.

“Nosso partido é muito maior que isso. A maioria está complementarmente angustiada, sem saber para onde vai, sem saber se fica. Parece que estão fazendo proposital para implodir o PDT, para ficar uma minoria”, disse. “Não há nenhuma liderança capaz de unir o PDT que não seja o Cid“, opinou Sobreira.

RESPOSTAS

Em resposta a Aldigueri, dois dos três pedetistas que apoiam Figueiredo na Alece se posicionaram. Antonio Henrique (PDT) disse que o seu correligionário está “menosprezando” os demais filiados que “cumpriram o que decidiu o partido nas eleições de 2022”, que decidiu apoiar a candidatura de Roberto Cláudio ao Governo, enquanto a ala petista queria que o PDT lançasse Izolda Cela à reeleição – na época, filiado ao partido.

“Foi falado aqui também sobre ser a maior liderança do partido [Cid Gomes]. Quero dizer que para ser a maior liderança de um partido, não precisamos nos render ao Governo. Foi dado como exemplo o Capitão Wagner, que é a maior liderança política do União Brasil. Pergunto: o Capitão Wagner faz parte do Governo do Estado? Não”.

Queiroz Filho, também ligado à ala partidária de Figueiredo, respondeu que prefere “estar dentro de um fusquinha com meus amigos, com lealdade, do que estar em um ônibus me acotovelando com os outros”. “Essa questão do PDT é algo para discutir internamente. Não era para estarmos discutindo isso por meio da imprensa”, completou.