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24 de julho de 2024

Tasso diz que não será mais candidato e se mantém alinhado ao projeto político do PDT

A declaração foi feita durante evento com ex-governadores do Ceará e o atual chefe do Executivo estadual, Camilo Santana (PT), na manhã de hoje (21).
Foto: Reprodução/Facebook

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O senador cearense Tasso Jereissati (PSDB), 73, afirmou que não deverá ser mais candidato a cargos públicos após o fim de seu mandato. A declaração foi feita durante evento com ex-governadores do Ceará e o atual chefe do Executivo estadual, Camilo Santana (PT), na manhã de hoje (21), em Fortaleza. Tasso voltou ao Senado neste mês após pedir licença, ainda em 2021, para se dedicar às prévias do PSDB nacional. Ficou em seu lugar o suplemente Chiquinho Feitosa (PSDB), que voltou oficialmente ao ninho tucano nesta segunda-feira. Tasso também afirmou se manter alinhado ao projeto político do PDT no Ceará.

Agora, o ex-governador cearense por três mandatos e senador duas vezes tem pela frente o desafio de reestruturar o PSDB em nível local. O partido deve ser um dos mais impactados durante a janela partidária, que se encerra no início de abril. O OPINIÃO CE adiantou, em fevereiro último, que ao menos cinco nomes de peso deixará a agremiação, a maioria em direção ao União Brasil. O governador Camilo Santana (PT), que objetiva se descompatibilizar do cargo em outubro próximo, espera concorrer à vaga deixada por Tasso no Senado. Fecham o trio de senadores cearenses Cid Gomes (PDT) e Eduardo Girão (Podemos) – eleitos em 2018.

Além de Tasso, estiveram presentes no encontro de hoje os irmãos Cid e Ciro Gomes, Gonzaga Mota, Chico Aguiar e Lúcio Alcântara. A vice-governadora, Izolda Cela (PDT), também esteve presente.

PSDB

Tasso é o principal nome do PSDB no Ceará e tem papel fundamental na reformulação da sigla em níveis nacional e federal. Entre os nomes de saída da sigla no Ceará, estão a deputada estadual Fernanda Pessoa, líder do PSDB na Assembleia Legislativa do Ceará (ALCE), e o também estadual Nelinho, que já formalizou sua saída para o MDB. Os dois são os únicos tucanos, até então, na Casa. Também deixará a agremiação o deputado federal Danilo Forte, de saída para o União Brasil.

No campo nacional, o principal caminho traçado é a federalização com o Cidadania. O partido aprovou a prerrogativa de consolidar a Federação Partidária, no último dia 3 de março. O presidente maior do PSDB, Bruno Araújo, ficará responsável pelo trâmite. No Ceará, a principal figura do Cidadania é o deputado estadual Júlio César, líder do Governo na ALCE. Julinho, como é conhecido, encabeça um grupo de pelo menos 20 políticos que pleiteiam uma posição nas eleições de outubro próximo.

A federação com o Cidadania se soma “ao diálogo entre MDB e União Brasil”, nas palavras do presidente Bruno Araújo, em nota pública divulgada em fevereiro último. Mesmo que as Federações Partidárias sejam organizadas a nível nacional, têm impacto direto na situação dos Estados.

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