O governador Elmano de Freitas (PT) se reuniu nesta sexta-feira (25) com a diretoria da ArcelorMittal, maior produtora de aço do Brasil e responsável pela Companhia Siderúrgica do Pecém. Segundo o chefe do Executivo estadual, o encontro teve como objetivo buscar “caminhos” para a produção de aço diante da possibilidade de que entre em vigor, em 1º de agosto, uma taxa de 50% sobre produtos brasileiros, anunciada pelos Estados Unidos.
“Estamos construindo parcerias e buscando caminhos para fortalecer ainda mais a atuação da empresa no Ceará”, disse Elmano.
Entre os produtos exportados pelo Ceará ao país norte-americano, aqueles classificados no grupo “ferro fundido, ferro e aço” lideram a pauta. Nos primeiros seis meses de 2025, o Estado exportou US$ 426,2 milhões em produtos desse grupo. Para efeito de comparação, os segundos produtos mais exportados aos EUA – “peixes e crustáceos, moluscos e outros invertebrados aquáticos” – somaram US$ 22,4 milhões.
Conforme o governador, o Governo do Estado seguirá em diálogo com representantes do setor produtivo e com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), com o objetivo de reduzir os impactos das mudanças tarifárias.
SOLUÇÕES CONJUNTAS
Nesta última quinta-feira (24), os principais exportadores cearenses se reuniram para discutir possíveis soluções conjuntas. O encontro foi mediado pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec).
Atualmente, mais da metade das exportações cearenses (51,9%) tem os Estados Unidos como destino — percentual que coloca o Ceará como líder nacional em participação proporcional no comércio bilateral. No conjunto das exportações brasileiras, os EUA respondem por apenas 12,1%.
No caso do Ceará, 76% de tudo que é exportado aos norte-americanos corresponde a produtos semimanufaturados de aço. Essa dependência torna a indústria local particularmente vulnerável a alterações tarifárias, como as que vêm sendo anunciadas pelo presidente Donald Trump.
