A Catedral Metropolitana de Fortaleza foi invadida e vandalizada na madrugada desta terça-feira (3). O local teve um vitral quebrado e diversos materiais retirados e separados para um possível furto. O ataque aconteceu em meio a uma onda de vandalismo em espaços religiosos no Ceará.
Em comunicado, a administração da igreja afirma que a invasão aconteceu por volta de 1h30. “Apesar de não haver roubo, o local sofreu danos significativos: um vitral de valor histórico foi quebrado, a sacristia foi revirada, e peças de prata foram encontradas preparadas para serem levadas”, detalha o documento.
A sala dos padres também foi completamente revirada, com armários abertos e batinas espalhadas no chão.
Na nota divulgada, a Catedral lembra de um roubo dos condensadores de ar-condicionado na Capela de São Pedro, na metade de janeiro, o furto dos sinos na Igreja de São Bernardo, em 26 de fevereiro, e uma outra invasão à Igreja do Rosário.
A onda de vandalismos
Esse não foi um caso isolado, em pouco mais de um mês, igrejas tradicionais da capital cearense foram alvo de furtos, invasões e atos de vandalismo, atingindo não apenas espaços de culto, mas também patrimônios históricos da cidade.
Na metade de janeiro, a Capela de São Pedro, ligada à Catedral Metropolitana de Fortaleza, teve os condensadores dos aparelhos de ar-condicionado levados. O prejuízo material comprometeu o funcionamento do espaço e exigiu medidas emergenciais para garantir a realização das celebrações.
Já no dia 26 de fevereiro, a Igreja de São Bernardo, vinculada à Paróquia Nossa Senhora do Carmo, foi alvo de furto. Criminosos retiraram os sinos do templo, peças que, além do valor financeiro, carregam significado simbólico para a comunidade. O desaparecimento dos sinos causou indignação entre moradores da área e frequentadores da igreja.
Outro caso envolveu a Igreja do Rosário, reconhecida como patrimônio histórico. O templo também teria sido invadido recentemente, embora os detalhes do ocorrido ainda não tenham sido oficialmente divulgados à imprensa.
O episódio aumentou a preocupação por envolver um dos marcos arquitetônicos e culturais mais antigos da capital. A sucessão de ataques reforça a sensação de insegurança que já atinge a população de Fortaleza e que agora alcança de maneira direta instituições religiosas.
