O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou nesta quarta-feira que (29) a Polícia Federal (PF) aumentou em 70% o número de apreensões de bens e dinheiro oriundos do crime organizado. Os dados fazem parte do balanço do trabalho realizado pela PF em 2024.
Conforme o levantamento, as apreensões realizadas pela PF resultaram no valor total de R$ 5,6 bilhões, valor 70% superior ao de 2023, quando foram apreendidos R$ 3,3 bilhões. Para o titular do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o aumento no número de apreensões demonstra que a PF está descapitalizando o crime organizado no País.
“Esses dados não apenas demonstram o êxito das operações, mas também o impacto direto na redução da capacidade de ação de facções criminosas em nosso país”, afirmou Ricardo Lewandowski.
O ministro também destacou as principais investigações realizadas pelos agentes, como a finalização do inquérito que tratou da morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, crime perpetrado na noite do dia 14 de março de 2018.
“A elucidação desses crimes, que por anos permearam a sociedade brasileira com a sensação de impunidade, foi mais uma vitória do trabalho diligente da Polícia Federal“, salientou Ricardo Lewandowski.
DROGAS E MEIO AMBIENTE
Também foi registrado aumento no número de apreensões de drogas. Durante o ano passado, a PF apreendeu 74,5 toneladas de cocaína, quantidade 2,8% maior que a apreendida em 2023. Houve 15% a mais nas apreensões de maconha e de 20,7% de ecstasy.
O levantamento da PF também mostra redução no desmatamento. No ano passado, foi registrada queda de 30% nas áreas desmatadas em todo o Brasil, passando de 16,5 mil quilômetros quadrados, em 2023, para 11,5 mil.
ARMAS DE FOGO
A PF também registrou queda de 11,6% nas emissões de registros de armas de fogo. Em 2023, foram registradas 28.402. No ano passado, 25.097 emissões foram feitas.
As emissões de porte de arma caíram 30% e passaram de 2.469, em 2023, para 1.727 no ano passado. Segundo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, a redução ocorreu devido à política adotada pelo Governo Federal para restringir a concessão de registros, facilitados durante o governo Jair Bolsonaro.
“Nós tivermos uma redução no registro de arma de fogo e na concessão de portes [de arma de fogo], seguindo a política pública determinada pelo Governo brasileiro, que nós somos os cumpridores”, completou.
COOPERAÇÃO INTERNACIONAL
Durante a apresentação dos dados, Andrei Rodrigues defendeu a cooperação internacional para continuar o combate ao crime organizado no Brasil, que envolve laços com crimes ambientais, tráfico de drogas, entre outros.
O diretor-geral da PF destacou a eleição do delegado Valdecy Urquiza, realizada no ano passado, para comandar a Secretária-Geral da Interpol, grupo que reúne profissionais das polícias de diversos países. “Nós temos de trabalhar fora de nossas fronteiras, com a cooperação internacional, com integração, troca de dados, informações, experiências e capacitação”, comentou.
Com informações da Agência Brasil.
