A Justiça comunicou, nesta terça-feira (3), que os 23 acusados pela chacina da Sapiranga irão a júri popular, em data que ainda será definida. Os réus foram denunciados pelo Ministério Público do Ceará por seis homicídios e cinco tentativas de homicídio, com as qualificadoras de motivo torpe, perigo comum, recurso que impossibilitou a defesa das vítimas, emprego de arma de fogo de uso restrito ou proibido, organização criminosa e corrupção de menores.
Irão a júri popular os réus André Soares Júnior, Alessandro Vieira da Silva, Antônio Gabriel Sousa da Silva, Charles Dantas Oliveira, Eduardo José do Nascimento, Francisco Wellington Bezerra da Silva Filho, Gabriel Sousa Freitas, Israel Silva Ferreira, Jeandson Nunes Bento dos Santos, João Ricardo Sousa da Silva, João Victor Aguiar de Sousa, José Ivan Alves da Silva Filho, Kaique de Sousa Domingos, Kevem Tyago Costa Pompeu, Mateus Aguiar de Sousa, Mateus Acelino da Silva, Miguel Sousa da Silva, Nilson Lima Nogueira Filho, Raí Cesar Silva Araújo, Thiago Farias de Lima, Tiago Pereira Mendes, Vinicius Rian Inácio da Silva e Yuri Marques Bento.
A Justiça também determinou a manutenção da prisão preventiva dos 19 réus que se encontram presos, permanecendo em aberto as ordens de prisão contra Israel Ferreira, Jeandson dos Santos, Vinícius da Silva e Yuri Bento, foragidos desde o dia do crime.
O promotor de Justiça Marcus Renan Palácio de Morais Claro dos Santos, titular da 108ª Promotoria de Justiça de Fortaleza e responsável por esse processo, ressaltou que “a decisão do Poder Judiciário, que acolheu integralmente todos os pedidos do MP do Ceará na fase de instrução criminal, no curso da qual foram realizadas 16 audiências, reafirma o compromisso assumido pelo Ministério Público de combater as organizações criminosas, com promoção da justiça, atuando na repressão das beligerantes e deletérias condutas perpetradas neste caso”, destacou.
CHACINA
A chacina ocorreu na madrugada do dia 25 de dezembro de 2021, em uma festa de Natal, no bairro Sapiranga, em Fortaleza. Seis pessoas foram mortas e cinco ficaram feridas. Conforme as investigações, o crime ocorreu após duas lideranças de uma facção que atuava na comunidade da Fronteira, Raí César Silva Araújo e João Ricardo Sousa da Silva, migrarem para outro grupo criminoso. Os dois uniram-se aos outros 20 réus para executar todos aqueles que decidiram permanecer na facção anteriormente comandada por Raí e João Ricardo. A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público em 20 de janeiro de 2022.
