A Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará (Aesp/CE) recebeu e homenageou, nesta quinta-feira (7), a ativista cearense Maria da Penha Maia Fernandes. A agenda marcou a programação alusiva ao mês dedicado às mulheres na instituição e teve a inauguração de um espaço que leva o nome da homenageada. A Prateleira Maria da Penha foi oficialmente inaugurada durante a visita. Trata-se de um espaço dedicado na biblioteca da Academia a obras e publicações referentes à violência contra a mulher. O material está à disposição dos atuais e futuros agentes de Segurança Pública em fase de formação inicial ou continuada na instituição.
Maria da Penha foi recebida pelo diretor-geral da Aesp, delegado Leonardo Barreto, e pela diretora de planejamento e gestão interna da Aesp/CE, coronel PM Asmenha Torquato. Depois do descerramento inaugural da prateleira, ela proferiu palestra a novos servidores das forças coirmãs ligadas à Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). Durante palestra, a homenageada se disse emocionada com a solenidade.
“O que é uma prateleira? É algo parado, estático, apenas para olhar? É um espaço de visibilidade e de informação. E é importante que o bom conteúdo esteja ao alcance de todos e de todas, que pode estabelecer potenciais em adolescentes, jovens e adultos por um mundo sem misoginia e livre de violência”, destacou.
Maria da Penha também ressaltou ser simbólico o fato de uma instituição de ensino e de capacitação de profissionais de Segurança Pública, como a Aesp, ter essa visão no sentido de contribuir com a construção de um mundo melhor. “A nossa sociedade tem permitido que a pedagogia do ódio e da violência tenham ressonância na formação de nossas crianças e adolescentes. Precisamos interromper esse ciclo que tem discursos violentos socialmente aceitos”, complementou.
Ao se dirigir aos alunos presentes ao auditório, a ativista os conclamou a uma medida prática: “Tenham o compromisso de, no exercício profissional que lhes espera, jamais revitimizar mulher vítima de violência”.
A Prateleira Maria da Penha foi criada a partir de tratativas entre o Instituto Maria da Penha, o Primeiro Juizado da Mulher, a Secretaria da Educação do Estado do Ceará (Seduc) e esta Academia.
EVENTO
O evento também teve a realização do ciclo de palestras Vozes Femininas e uma apresentação de cordel. O ciclo incluiu palestras da juíza titular do 1º Juizado da Mulher de Fortaleza, Rosa Mendonça; do coordenador de Educação de Direitos Humanos, Inclusão e Acessibilidade da Seduc, José Wilson Araújo Fraga; da capitã Júlia Dantas do Copac da PMCE; do tenente-coronel José Edir Paixão, do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (CBMCE); da titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Fortaleza, delegada Gisele Oliveira Martins; da doutora em Sociologia e assessora da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp), Giovanna Santiago; e da Médica Perita Legista Roberta Lima Pimenta Paes de Andrade, Supervisora de Medicina Legal da PEFOCE.
Participaram da solenidade o secretário executivo de Ações Integradas e Estratégicas da SSPDS, delegado Sérgio Pereira; a juíza titular do 1º Juizado da Mulher de Fortaleza, Rosa Mendonça; a coordenadora da Casa da Mulher Brasileira do Ceará, Daciane Barreto; o coordenador da educação de Direitos Humanos , Inclusão e Acessibilidade da Secretaria da Educação do Ceará, José Wilson Araújo Fraga; a diretora de Planejamento e Gestão Interna da Aesp/CE, coronel Asmenha Torquato; o coordenador de Gestão de Pessoas do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (CBMCE), coronel Anderson Alves Viana. Representou a Polícia Militar do Estado do Ceará (PMCE) o coronel Ricardo Porto.
