O Ceará receberá R$ 24,2 milhões para o Programa Mais Acesso a Especialistas (PMAE). A decisão foi apresentada pela ministra da Saúde, Nísia Trindade, nesta terça-feira (10), durante a XV Reunião do Fórum Nacional dos Governadores. A iniciativa busca reduzir as filas nas unidades de saúde, oferecer uma maior eficiência no atendimento e proporcionar a integração entre as atenções primária e especializada, marcando a modernização do Sistema Único de Saúde (SUS).
“O Programa Mais Acesso a Especialistas busca reduzir o tempo de espera e melhorar o atendimento à população. Essa é uma construção coletiva, fruto da parceria com secretários de saúde estaduais e municipais, governadores e gestores do SUS. É um trabalho integrado que reflete a dedicação de toda a equipe do Ministério da Saúde”, disse a ministra da Saúde Nísia Trindade.
Na ocasião, foram assinados os Planos de Ação Regional (PARs) propostos por entes federados e aprovados pelo Ministério da Saúde. Até o momento, foram enviados 136 planos de ação regionais, abrangendo 167,9 milhões de habitantes. Após a aprovação dos planos, será realizada a implantação dos Núcleos de Gestão e Regulação, que busca apoiar a implementação dos dispositivos que vão estruturar o programa nos locais contemplados. O valor transferido para o Ceará faz parte dos R$ 557,8 milhões que serão repassados aos gestores para a implementação dos Núcleos e 30% do valor dos planos de ação aprovados.
Com o investimento de R$ 2,4 bilhões, o PMAE busca trazer inovações nas áreas de oncologia, cardiologia, oftalmologia, otorrinolaringologia e ortopedia. A nova etapa contempla o Programa Nacional de Redução de Filas (PNRF), contando com investimento de R$ 1,2 bilhão para as cirurgias eletivas.
“Na oncologia, por exemplo, a oferta integrada incluirá consulta médica, biópsias e exames necessários, garantindo a continuidade do cuidado e integrando o programa de redução de filas para cirurgias eletivas”, destacou a ministra da Saúde.
INTEGRAÇÃO DIGITAL
A ministra da Saúde, Nísia Trindade, ainda destaca a transformação digital do SUS, com o uso intensivo de telessaúde e teleinterconsultas em unidades primárias e especializadas. “Estamos trabalhando para integrar os dados de saúde em uma rede nacional. Essa transição tecnológica vai permitir um monitoramento mais eficiente e reduzir problemas como o absenteísmo nas consultas, garantindo um sistema mais ágil e acessível”, explicou a ministra.
O Mais Acesso a Especialistas já alcançou adesão de 100% dos estados e do Distrito Federal, além de 97,9% dos municípios. O programa é inspirado em modelos internacionais, como os do Canadá e da Espanha, e representa um avanço significativo na oferta de cuidados de saúde especializados, promovendo qualidade, acessibilidade e eficiência para a população brasileira.
