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Fortaleza institui Fundação de Apoio à Gestão de Saúde e anuncia concurso para 2023

O certame será lançado para níveis médio e superior de várias carreiras. O prefeito não detalhou, no entanto, o número de vagas a serem ofertadas no concurso
Foto: Prefeitura de Fortaleza/Divulgação

O prefeito de Fortaleza, José Sarto (PDT), anunciou neste sábado, 15, que a gestão municipal realizará, ainda neste ano, o “maior concurso público da história da rede de saúde de Fortaleza”. Conforme Sarto, o certame será feito por meio da Fundação de Apoio à Gestão Integrada em Saúde de Fortaleza (Fagifor), que está em processo de implantação desde 2021.

“Estamos finalizando o quantitativo de cargos e funções e impacto financeiro para, ainda neste ano, realizarmos o concurso”, destacou Sarto em suas redes sociais. O certame será lançado para níveis médio e superior de várias carreiras.

A Fagifor atuará vinculada à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) na gestão das UPAs, postos de saúde e hospitais da capital cearense. A instituição deve realizar uma função semelhante ao que fazia a Fundação Regional de Saúde (Funsaúde), ligada ao Governo do Estado, que foi criada em 2020 e extinta neste ano. A Fagifor foi instituída 2014 com a sanção da Lei Complementar nº 178. Nos dois últimos anos, vem passando por regulamentações necessárias para começar a funcionar.

Segundo a Prefeitura, o órgão passa a integrar o novo modelo de gestão da saúde de Fortaleza, composto por mais investimentos em toda a rede, além da modernização dos serviços ofertados. Para dar celeridade às demandas de saúde potencializadas com a pandemia, o órgão atuará em frentes simultâneas. Segundo a gestão municipal, o investimento da gestão para a nova fundação será oriundo de realocação de recursos, não havendo novos aportes financeiros.

“As ações de fomento e promoção à saúde que iremos colocar em prática passaram por uma longa maturação, visando integrar o novo modelo de gestão proposto pelo prefeito José Sarto”. Coordenada pela SMS, a Fagifor irá qualificar e otimizar os serviços já ofertados”, explica Galeno Taumaturgo, titular da Secretaria Municipal da Saúde (SMS).

MAIS CONCURSOS

Nesta semana, o prefeito apresentou um balanço das convocações de servidores municipais efetivadas pela gestão e confirmou o lançamento do edital da AMC até agosto. Serão vagas para 128 agentes. Na transmissão, o prefeito também comentou o andamento dos concursos públicos para Guarda Municipal de Fortaleza (GMF) e para Secretaria Municipal das Finanças (Sefin). Respectivamente, serão 1.000 novas vagas para guardas municipais e 50 vagas para analistas e auditor fiscal para a Sefin.

Ainda durante a live, o prefeito fez um balanço dos certames em Fortaleza. “São 2.442 trabalhadores e trabalhadoras que, em suas áreas, estão contribuindo com a boa prestação dos serviços públicos para a nossa população”, afirmou, mencionando as áreas de saúde, educação, controladoria e orçamento e gestão como principais beneficiadas pelas contratações.

SAÚDE

Nesta semana, a gestão municipal recebeu uma série de críticas após suspensão do atendimento de pacientes do Centro Regional Integrado de Oncologia (Crio). Entidades ligadas ao tratamento de câncer no Ceará alegam que a Prefeitura deixou de repassar verba para a unidade.

Questionada pelo OPINIÃO CE durante esta semana, a gestão municipal justifica que, “financeiramente, Fortaleza tem a garantia de R$ 100 milhões anuais, advindos de um recente aporte do Ministério da Saúde, porém, a capital custeia R$ 160 milhões anuais. Neste contexto, há um subfinaciamento e necessidade de repasses de mais recursos”.

Ainda segundo a gestão, 60% da demanda atendida na capital cearense vem do interior do Estado e que Fortaleza concentra sete de nove estabelecimentos habilitados para tratamentos oncológicos no Ceará, o que corresponde a 84% do atendimento estadual. “Conforme normativa que regula a Oncologia, deveria existir um estabelecimento para cada 500 mil habitantes, assim, para atender à demanda, seria necessária a abertura de mais nove unidades no Estado”, completou, em nota.

Após o imbróglio, o Estado se movimenta para receber repasses diretos da União para garantia de atendimento no CRIO e ICC. Conforme mostrado pelo OPINIÃO CE, a secretária da Saúde do Ceará, Tânia Coelho, esteve em Brasília nesta sexta-feira, 14, e viabilizou, inicialmente, R$ 10 milhões, via estado, para as unidades.