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Agência regulatória dos EUA aprova anticorpo submetido à Anvisa criado para tratamento de linfoma

O linfoma difuso de grandes células B (LDGCB) é o tipo mais comum de linfoma não-Hodgkin, correspondendo a cerca de 30% dos casos e afetando principalmente pessoas com idade média de 60 anos
Foto: Divulgação

A Food and Drug Administration (FDA), agência regulatória dos EUA, aprovou o primeiro e único anticorpo biespecífico para o tratamento de linfoma difuso de grandes células B, doença que conta, hoje, com poucas e restritas opções terapêuticas. Se trata do epcoritamabe (nome cientifico), da AbbVie, que já foi submetido à avaliação da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), no Brasil. O linfoma difuso de grandes células B (LDGCB) é o tipo mais comum de linfoma não-Hodgkin, correspondendo a cerca de 30% dos casos e afetando principalmente pessoas com idade média de 60 anos, mas pode ocorrer em qualquer idade.

Os anticorpos biespecíficos, criados por engenharia genética, atuam em dois alvos importantes: combatem as células cancerosas diretamente, ao mesmo tempo que ativam as células do sistema imunológico (células T) que, por sua vez também passam a combater as células cancerosas. É um medicamento não quimioterápico e “pronto para uso”, uma vez que os pacientes de LDGCB têm necessidades urgentes e até então não atendidas. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que para cada ano do triênio 2020/2022, surgiram cerca de 12 mil novos casos de linfoma não-Hodgkin, ou 6,31 casos novos a cada 100 mil homens e 5,07 para cada 100 mil mulheres.

A aprovação pela agência regulatória norte-americana ocorreu pelo programa de “aprovação rápida”.

A AbbVie (NYSE: ABBV) anunciou a aprovação pela agência regulatória dos Estados Unidos, FDA, de epcoritamabe, o primeiro e único anticorpo específico para o tratamento de pacientes adultos com linfoma difuso de grandes células B refratário e recidivado (R/R), após falha de duas ou mais linhas terapêuticas anteriores. Epcoritamabe obteve aprovação rápida da FDA, graças ao índice e durabilidade de sua resposta demonstrados em estudos clínicos. Epcoritamabe é co-desenvolvido pela AbbVie e Genmab, como parte de uma parceria em Oncologia entre as empresas.

TRATAMENTO

O epcoritamabe, de administração subcutânea, é um tratamento com um novo mecanismo de ação e representa uma opção não-quimioterápica que médicos e pacientes podem ter à mão, pronto para uso, quando esta for a indicação, segundo o médico Thomas Hudson, vice-presidente sênior de pesquisa e desenvolvimento e principal executivo científico da AbbVie. “A aprovação pela FDA é somente a primeira etapa para o desenvolvimento, junto com nossa empresa parceira Genmab, de terapias fundamentais para pacientes com malignidades de célula B”.

“Representa um importante avanço na jornada do paciente com LDGCB, que hoje enfrenta necessidades não atendidas. Sabemos que, quando aprovado localmente, este será um passo importante também para os pacientes brasileiros”, comenta Marco Paschoalin, médico e diretor médico da AbbVie no Brasil.