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Fortaleza aplicou menos de 30% das doses contra a Influenza e busca ampliar vacinação

Durante sessão plenária desta semana, Larissa Gaspar criticou o destino dos investimentos municipais, afirmando que estão sendo direcionados "para promover a imagem do prefeito da Capital"
Foto: Divulgação/Alece

A deputada estadual Larissa Gaspar (PT) alertou, durante pronunciamento na Assembleia Legislativa, na última semana, que menos de 30% das doses de influenza foram aplicadas em Fortaleza. Na avaliação da parlamentar, o percentual reflete que os investimos municipais não estão chegando em campanhas educativas de saúde, mas sendo direcionados para a imagem do prefeito José Sarto (PDT).

“Menos de 30% das doses de influenza foram aplicadas na Capital. Muitas pessoas com dificuldades de saber informações sobre a vacinação de covid-19 em Fortaleza, mas na imagem do prefeito tem investimento”, apontou. 

Em nota enviada ao OPINIÃO CE, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) argumentou que recebeu do Ministério da Saúde (MS) 631.170 doses da vacina contra a Influenza, e até dia 7 de maio, 167.338 doses foram aplicadas, confirmando que as aplicações de doses está em menos de 30%.

Entretanto, ainda em nota, a pasta estadual reiterou os esforços para a ampla divulgação das campanhas de vacinação, por meio dos canais institucionais, redes sociais, campanhas nas mídias para a população, sensibilização e busca ativa no entorno dos postos de saúde, entre outras estratégias, “sempre com o objetivo de fortalecer a conscientização e a mobilização dos fortalezenses para que busquem as unidades de saúde”.

Além disso, a SMS disse ainda que promove encontros, como o Fórum Hesitação em Vacinar, visando uma busca compartilhada para ampliação da cobertura vacinal de Fortaleza. 

“A iniciativa propôs alertar sobre a baixa cobertura vacinal da população e sobre a importância da adesão às campanhas de imunização. De acordo com dados do Ministério da Saúde (MS), a cobertura vacinal da população no Brasil caiu nos últimos anos, chegando a menos de 59% dos cidadãos imunizados em 2021, enquanto o MS orienta que haja, pelo menos, 90% de cobertura”, informou.

CRÍTICAS À CULTURA DA CAPITAL

Ainda durante a sessão plenária, a deputada Larissa ressaltou a importância de investir em cultura na Capital e a falta de políticas públicas municipais na pasta. Segundo ela, o Conselho Municipal de Cultura denunciou diversas irregularidades na gestão da política cultural de Fortaleza: “Dentre essas denúncias está a não implementação do Fundo Municipal de Cultura e da Lei do Mecenato, mecanismos que auxiliam na execução de projetos e demais demandas”, assinalou.

Ao apontar a precarização dos equipamentos culturais e o fechamento de alguns espaços, Larissa citou, como exemplo, o equipamento Salão de Abril e o Centro Cultural Belchior, respectivamente. Novamente, a parlamentar avaliou que a gestão municipal não tem se preocupado em investimentos para “cuidar do básico”.

“Existe um descaso com a gestão da política cultural. Está em situação de calamidade. A cultura tem reflexos na economia, redução da violência e formação da juventude, por exemplo. A gestão não está cuidando do básico, mas com publicidade, R$ 63 milhões já foram gastos para promover a imagem do prefeito”, lamentou.

O OPINIÃO CE solicitou nota a Secretaria Municipal de Cultura de Fortaleza (Secultfor) em resposta às falas da deputada, mas não houve retorno até o fechamento.