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Alvo de críticas, Estado elabora estudo sobre planos de trabalho dos hospitais regionais

Segundo titular da Sesa, Tânia Maria, a ideia é que a criação do planejamento aconteça “em cima da necessidade da população”
Foto: Governo do Ceará/Divulgação

A secretária de Saúde do Ceará (Sesa), Tânia Mara, informou que o Estado está elaborando estudo sobre planos de trabalho dos hospitais regionais. Segundo ela, a ideia é que a criação do planejamento aconteça “em cima da necessidade da população”. A informação foi dada em entrevista exclusiva ao OPINIÃO CE nesta terça-feira, 9, em audiência pública na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) sobre a gestão da saúde no Centro-Sul.

De acordo com Tânia, todos os planos de trabalho dos hospitais regionais do Estado estão sendo revistos, além da presença de discussões sobre regionalização. A meta é que o estudo seja concluído até o final deste ano.

“Nas regionalizações, tanto a superintendência como as coordenadorias de ADS, discutem qual é a linha de cuidado que a população precisa, para que a gente possa trabalhar nisso. Ou seja, a gente vai trabalhar agora os planos de trabalho dos hospitais regionais do Estado em cima da necessidade da população”, explica a secretária. 

CRÍTICAS AOS HOSPITAIS REGIONAIS

As unidades de saúde regionais do Ceará vêm recebendo fortes críticas e denúncias da população em relação ao atendimento precário, falta de insumos e até falta de pagamento de profissionais lotados nos serviços, como no caso do Hospital Regional de Iguatu, no Centro-Sul do Estado.

Em março deste ano, em comitiva, deputados estaduais visitaram os Hospitais Regionais do Sertão Central, em Quixeramobim, e do Vale do Jaguaribe, em Limoeiro do Norte. Os parlamentares afirmaram que o Hospital Regional de Quixeramobim, por exemplo, possui insumos suficientes, porém, não conta com corpo técnico, como médicos e especialistas, para ampliar o atendimento. Devido à falta de atendimento, segundo a comitiva, as pessoas precisam se deslocar mais de 300 km para receber atendimento em Fortaleza, o que gera desordem na saúde da capital cearense.

Acerca da situação da unidade de Iguatu, para a secretária Tânia, a solução está em juntar as forças e lideranças por um “bem maior”. 

“Acho que o mais importante é que tá todo mundo com o mesmo propósito, não tem questão de partido. É a necessidade da população que está sendo vista, é um programa de saúde da população de Iguatu. Eu acho que todas as forças juntas, todas as lideranças, a gente vai conseguir resolver esse problema do Hospital Regional de Iguatu”, declarou.

EMBATE

No último dia 26, o prefeito da Capital, José Sarto (PDT), comentou sobre a situação dos hospitais regionais em resposta à cobrança do governador Elmano de Freitas (PT), que responsabilizou as unidades de saúde fechadas pela Prefeitura pela lotação de hospitais estaduais. “Todo mundo sabe que Fortaleza carrega a saúde do Estado do Ceará nas costas. “Quem não sabe aqui que o IJF (Instituto José Frota) atende a 50% dos irmãos do Interior do Estado? Quem não sabe que a oncologia, o Crio (Centro Regional Integrado de Oncologia), as clínicas que tratam de câncer, atendem a mais de 50% do Interior do Estado”, disse o prefeito.

Durante a sessão plenária desta quarta-feira, 10, na Alece, o deputado e líder do Governo na Casa, Romeu Aldigueri (PDT) defendeu o Governo do Estado das acusações a respeito de sobrecarregar os hospitais terciários da Capital.

“Há uma tentativa de culpar o governo pela situação da gestão de saúde de Fortaleza. Quero lembrar aqui que a gestão primária da saúde é dos municípios. O Estado entra como gestão secundária. Se as emergências municipais não estivessem fechadas, como Gonzaguinhas e Frotinhas, os postos de saúde sem funcionar, não estavam afogando os hospitais regionais”, apontou.