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Ceará receberá R$ 8,6 milhões de forma imediata do governo federal para mutirão de cirurgias

Nesta segunda-feira, 6, o presidente Lula (PT) lançou um pacote de R$ 600 milhões para a área. O Ceará tem o 3º maior montante do Nordeste e 8º do País
Foto: Governo do Ceará/Divulgação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou nesta segunda-feira, 6, a Política Nacional de Redução das Filas de Cirurgias Eletivas, que destina um pacote total de R$ 600 milhões para realização de cirurgias no Sistema Único de Saúde (SUS). A ideia é reduzir as longas filas que se intensificaram durante a pandemia da covid-19, com a suspensão de procedimentos eletivos. Inicialmente, serão repassados R$ 200 milhões para apoio aos planos estaduais para redução das filas de cirurgias e, posteriormente, R$ 400 milhões para o atendimento especializado.

O Governo do Ceará receberá R$ 8.663.681,11. O valor, que consta na Portaria de nº90, é o 3º maior do Nordeste e o 8º maior do Brasil. No Ceará, cerca de 60 mil pessoas aguardam cirurgias eletivas, considerando rede estadual e redes municipais, segundo a Secretaria da Saúde (Sesa) do Estado.

Nordeste:

  1. Bahia: R$ 14.049.737,35
  2. Pernambuco: R$ 9.070.785,75
  3. Ceará: R$ 8.663.681,11
  4. Maranhão: R$ 6.706.676,52
  5. Paraíba: R$ 3.806.440,97
  6. Rio Grande do Norte: R$ 3.338.592,17
  7. Alagoas: R$ 3.155.248,69
  8. Piauí: R$ 3.083.936,25
  9. Sergipe: R$ 2.192.480,67

Brasil

  1. São Paulo: R$ 43.736.778,84
  2. Minas Gerais: R$ 20.075.154,69
  3. Rio de Janeiro: R$ 16.373.094,21
  4. Bahia: R$ 14.049.737,35
  5. Paraná: R$ 10.873.441,18
  6. Rio Grande do Sul: R$ 10.750.756,53
  7. Pernambuco: R$ 9.070.785,75
  8. Ceará: R$ 8.663.681,11
  9. Pará: R$ 8.229.159,15
  10. Santa Catarina: R$ 6.880.324,60

A fila para os procedimentos é dinâmica, já que todos os dias pessoas fazem as cirurgias enquanto outros pacientes entram na espera. Com isso, o tempo de andamento da fila e o número de pacientes têm parâmetros e medidas que oscilam, diretamente relacionados às especificidades de cada caso. Promessa de campanha do governador Elmano de Freitas (PT), o governo estadual tem tentado avançar na redução da demanda. Nesta terça-feira, 7, começou a tramitar na Assembleia Legislativa mensagem do Executivo sobre o tema.

Em janeiro, Elmano chegou a dizer que investiria R$ 135 milhões para a realização dos mutirões de cirurgias no Estado. “O que eu proponho na campanha que iremos fazer de cirurgias é a mesma coisa que a ministra [Nísia Trindade] quer fazer, e em fevereiro nós vamos começar”, afirmou o governador, na ocasião.

Pacote federal

O escopo do programa lançado pelo governo federal engloba especificamente as cirurgias tidas como não emergenciais, grupo que inclui desde cirurgias para curar unhas encravadas até a retirada de tumores cancerígenos, por exemplo. Em um primeiro momento, as secretarias de saúde das cidades e estados serão responsáveis por apresentar os planos para diminuir as filas e valores a serem investidos. Um terço do dinheiro, ou seja, R$ 200 milhões, já está disponível para a liberação.

Objetivos do programa:

  • organizar e ampliar o acesso a cirurgias, exames e consultas na Atenção Especializada à Saúde, em especial àqueles com demanda reprimida identificada;
  • aprimorar a governança da Rede de Atenção à Saúde com centralidade na garantia do acesso, gestão por resultados e financiamento estável;
  • fomentar o monitoramento e a avaliação das ações e dos serviços de saúde, visando melhorar a qualidade da atenção especializada e ampliar o acesso à saúde;
  • qualificar a contratualização com a rede complementar;
  • mudar modelo de gestão e regulação das filas para a atenção especializada (regulação do acesso), visando a adequar a oferta de ações e serviços de saúde de acordo com as necessidades de saúde, estratificação de risco e necessidades assistenciais; e
  • fomentar a implementação de um novo modelo de custeio para a atenção ambulatorial especializada e para a realização de cirurgias eletivas.