O prefeito de Fortaleza José Sarto (PDT) anunciou nesta terça-feira, 7, a redução da tarifa estudantil de ônibus de R$ 1,80 para R$ 1,50. O valor terá vigência todos os dias da semana, em qualquer horário. O anúncio foi feito após reunião com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus). Em postagem nas redes sociais, o prefeito também informou a manutenção da tarifa na Hora Social em R$ 3,30. Já a passagem inteira passará de R$ 3,90 para R$ 4,50, um reajuste abaixo da inflação.
Na negociação, o prefeito também assegurou que as empresas de ônibus aumentem a frota e religuem os ar-condicionados dos veículos. “Desde o primeiro dia do ano, estou trabalhando para manter a tarifa integrada de transporte público entre as mais baratas do País”, afirmou. O último reajuste na tarifa do transporte aconteceu em janeiro de 2022, quando o aumento de 8,33% fez com que o valor passasse de R$ 3,60 para R$ 3,90. O aumento deste ano ficou em 15%.
De acordo com Sarto, a Prefeitura de Fortaleza aplica R$ 3 milhões por mês para subsidiar as passagens dos usuários. “Até 2022, havia uma parceria com o Governo do Ceará, que aportava mais R$ 3 milhões. Porém, chegamos em março de 2023 e, até agora, esse recurso do Estado não chegou. Diante disso, enviei projeto de lei para a Câmara Municipal ampliando o aporte para até R$ 90 milhões/ano”, explicou o prefeito. Ainda segundo o gestor, mesmo com todo o esforço da administração municipal, o Sindiônibus reivindica aumentar a passagem para R$ 5,40.
“Porém, não posso admitir que as pessoas mais vulneráveis sejam prejudicadas. Por isso, negociei com as empresas de ônibus reduzir a tarifa estudantil, que sai de R$ 1,80 para R$ 1,50 em todos os dias e horários. Enquanto a passagem inteira passa de R$ 3,90 para R$ 4,50. A Hora Social também será alterada para R$ 3,90 (inteira). Exigi ainda que religuem o ar-condicionado dos veículos e aumentem a frota para dar mais conforto aos passageiros”, destacou Sarto.
Em dezembro do ano passado, o Sindicato chegou a considerar que as passagens de ônibus da Capital poderiam sofrer um aumento de 50% caso a Prefeitura não financiasse uma parte dos custos do setor.
