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23 de julho de 2024

Rússia irá punir com prisão quem divulgar informações falsas

O país aprovou uma lei que pune de forma mais agressiva notícias falsas sobre militares russos
Dmitry Muratov, vencedor do Nobel da Paz de 2021, trabalha em jornal russo que está sofrendo censura. Foto: Dmitry Muratov/Reuters

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O parlamento russo aprovou nesta sexta-feira, 4, uma lei que prevê até 15 anos de prisão para quem publicar informações falsas sobre as forças armadas do país. A decisão aconteceu após a Rússia bloquear sites de notícias como BBC (Reino Unido) e Deutsche Welle (Alemanha).

Autoridades russas alegam que o país está sofrendo uma guerra de informação sobre o conflito com a Ucrânia, que as chamadas “fake news” estão sendo espalhadas por países inimigos da Rússia, tentando causar intriga e dividir o seu povo. 

A reclamação da Rússia sobre as mídias ocidentais é frequente. O país reclama que são as organizações noticiam uma visão parcial do mundo, e muitas vezes “anti-russa”, enquanto não culpam da mesma maneira os seus líderes por guerras, como a do Iraque, e por corrupção. 

O diretor-geral da BBC, Tim Davie, informou que apesar da suspensão das atividades na Rússia, o veículo continuará noticiando sobre a Guerra. “Nossos jornalistas na Ucrânia e ao redor do mundo continuarão a reportar sobre a invasão à Ucrânia”, disse. 

O jornal russo Novaya Gazeta, onde trabalha Dmitry Muratov, vencedor do Nobel da Paz de 2021, declarou que irá retirar do seu site os conteúdos sobre a ação militar russa na Ucrânia, devido à censura. 

David Mota/Especial para OPINIÃO CE

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