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17 de julho de 2024

Relatora da CPMI do 8 de janeiro quer notícia-crime contra ex-PRF

Senadora Eliziane Gama (PSD-MA) acredita que o ex-policial pode ter falsificado os dados sobre as operações da PRF durante o segundo turno das eleições presidenciais, apresentados à comissão na última terça-feira, 20
Foto: Joedson Alves/ Agência Brasil

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A relatora da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), irá sugerir notícia-crime contra o ex-diretor geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques. Informada pela relatora nesta quinta-feira, 22, a sugestão será incluída no relatório final da comissão.

A senadora acredita que o ex-policial pode ter falsificado os dados sobre as operações da PRF durante o segundo turno das eleições presidenciais, apresentados à comissão na última terça-feira, 20. “Aceitei pedido do Psol que sugere ao MP [Ministério Público] a abertura de notícia-crime contra Silvinei Vasques por, supostamente, ter apresentado dados falsos em sua oitiva”, afirmou Eliziane.  

O pedido foi motivado por uma questão de ordem do deputado federal Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ). Ele informou que a bancada do Psol havia solicitado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública do governo anterior os dados sobre as operações da PRF no dia 30 de outubro de 2022 na região Nordeste. “Ele mentiu ou ele forjou dados de acordo com a resposta do próprio Ministério da Justiça. O número de operações na região Nordeste foi 50% a mais do que na região Sudeste”, destacou o parlamentar.

A oitiva foi criada devido à suspeita de que a PRF tentou dificultar o transporte de eleitores na região Nordeste, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva historicamente tem mais votos. Em depoimento, na última sessão, Vasques informou que foram montados 694 pontos de fiscalização no segundo turno das eleições de 2022.

“O Nordeste, juntamente com o Norte, foram os locais em que a polícia menos realizou fiscalização. Onde mais se fiscalizou foi no Sudeste; depois, no Sul, no Centro-Oeste, e o Nordeste, empatado com o Norte, ficou em quarta posição”, informou o ex-policial.  

INVESTIGAÇÃO

Acolhendo pedido do deputado Pastor Henrique Vieira, o presidente da CPMI, deputado Arthur Maia (União-BA), pediu que a secretaria da Comissão entre em contato com o ex-PRF para “requerer ao depoente da sessão passada que encaminhe à comissão qual a fonte de referência para trazer tais informações”.  

Segundo o Código Penal brasileiro, “fazer afirmação falsa” na condição de testemunha é crime sujeito a prisão de 2 a 4 anos mais multa. As informações são da Agência Brasil.

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