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Reestruturação da Santa Casa permitiu retomada de cirurgias em Fortaleza, diz Padilha

Foto: Rodrigo Rodrigues/Opinião CE

A reestruturação da Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza voltou a colocar o hospital no centro da rede pública de saúde da Capital e foi decisiva para que a unidade participasse, neste fim de semana, do maior mutirão de cirurgias da história do Sistema Único de Saúde (SUS). A avaliação foi feita pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante lançamento de mutirão de cirurgias nacional no Ceará.

O titular destacou a reestruturação como um dos principais exemplos de articulação entre os governos federal, estadual e municipal para ampliar o acesso da população aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o ministro, a visita à unidade teve como objetivo registrar a retomada das atividades do hospital, que voltou a integrar ações estratégicas do Ministério da Saúde, como o Mutirão Nacional de Cirurgias.

Padilha ressaltou que, antes da intervenção conjunta, iniciada em julho deste ano, a Santa Casa não reunia condições mínimas para participar do mutirão. Apesar de realizar procedimentos cirúrgicos, o hospital não dispunha de leitos suficientes nem de retaguarda adequada para o pós-operatório, o que comprometia a segurança e a continuidade do atendimento aos pacientes.

Foto: Marcos Moura/Prefeitura de Fortaleza

De acordo com o ministro, a mudança de cenário começou a partir de julho, com a edição de uma portaria do Ministério da Saúde que viabilizou a atuação integrada do Governo do Estado e da Prefeitura de Fortaleza. A medida permitiu, na prática, a reabertura e a reestruturação da Santa Casa, devolvendo à população um equipamento histórico da rede pública de saúde.

Com as adequações realizadas, a unidade passou a ampliar sua capacidade de atendimento, voltou a realizar cirurgias com suporte hospitalar adequado e, neste sábado (13), integrou o Mutirão Nacional de Cirurgias, considerado o maior já realizado pelo SUS.

Principal vitória da gestão em 2025?

Segundo o prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT), ao assumir a gestão, a Prefeitura encontrou 171 equipamentos públicos de saúde em condições extremamente precárias.

A situação da Santa Casa simbolizava, segundo ele, esse cenário: quando o Município assumiu a administração da unidade, em julho, apenas oito leitos estavam em funcionamento. Com apoio do Governo Federal e do Governo do Estado, o hospital passa por um processo acelerado de recuperação e ampliação. A expectativa é que, até 31 de dezembro, cerca de 210 dos 274 leitos da Santa Casa estejam em operação.

Evandro Leitão ressaltou que o fortalecimento da Santa Casa se insere em uma estratégia mais ampla de reestruturação da rede municipal, com foco na atenção primária. De acordo com ele, Fortaleza não contava sequer com equipamentos básicos, como eletrocardiógrafos, o que gerava filas superiores a 300 pessoas aguardando exames simples. Atualmente, os 134 postos de saúde da capital já estão equipados com aparelhos de eletrocardiograma.

Foto: Rodrigo Rodrigues/Opinião CE
Foto: Rodrigo Rodrigues/Opinião CE

Outro avanço destacado pelo prefeito foi a ampliação da oferta de mamografias. A cidade tinha cerca de 50 mil pessoas aguardando o exame, número que começou a cair após o aumento de sete para 13 mamógrafos em funcionamento. Em cerca de três meses, a fila foi reduzida para 27 mil pacientes, segundo a Prefeitura.

Além da Santa Casa, Evandro citou a entrega e ampliação de outros equipamentos estratégicos, como o Hospital Nossa Senhora da Conceição, no Conjunto Ceará. A unidade passará de 60 para 144 leitos, incluindo 10 de UTI, centro de imagem e estrutura semelhante à do Instituto Dr. José Frota (IJF). Em menos de um ano, a gestão municipal afirma ter entregue 120 leitos recuperados, reformados ou ampliados entre UTI e enfermaria.

Para o prefeito, a participação da Santa Casa no mutirão de cirurgias simboliza a retomada da capacidade assistencial do hospital e o impacto direto das parcerias institucionais. Evandro Leitão agradeceu o apoio do presidente Lula, do Ministério da Saúde, por meio do ministro Alexandre Padilha, do ministro da Educação, Camilo Santana (PT), do governador Elmano de Freitas (PT) e da secretária da Saúde do Estado, Tânia Mara Coelho.

“A Santa Casa volta a cumprir seu papel histórico no atendimento à população mais vulnerável. Esse resultado só foi possível com a união entre Município, Estado e União para resgatar um equipamento essencial para a saúde de Fortaleza”, afirmou.