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13 de julho de 2024

Quadrilhas Juninas serão reconhecidas como Patrimônio Imaterial de Fortaleza

Com o registro, Fortaleza será a primeira capital do país a reconhecer as tradicionais danças como Patrimônio Imaterial
Foto: Divulgação/Governo do Ceará

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Principal atração das tradicionais festas juninas, as Quadrilhas Juninas se tornarão Patrimônio Imaterial de Fortaleza, segundo a Secretaria da Cultura do Ceará (Secultfor). O anúncio foi feito nesta segunda-feira, 12, pelas redes sociais da pasta estadual. Com o registro, Fortaleza deverá se tornar a primeira capital do país a reconhecer as danças como Patrimônio Imaterial.

Conforme anunciado, durante 10 meses, duas equipes da Secultfor trabalharão para fazer o registro. Uma equipe será responsável pela pesquisa e mapeamento das Quadrilhas da Capital, e a outra terá a responsabilidade de revalidar os bens já registrados. Ao final do decemestre, os grupos de trabalho devem entregar, em forma de dossiê, os materiais construídos.

Nas redes sociais, o titular da Secultfor, secretário Elpídio Nogueira, ressaltou que a festa junina contribui para a identidade nacional e para o fortalecimento das comunidades locais. “Muitas pessoas apaixonadas pelos festivos juninos, que vivem e respiram essa festa estarão juntos para colocar esse plano em ação! Vem coisa boa por aí!”, comemorou.

Além do secretário Nogueira, estiveram presentes na reunião integrantes da comissão responsável pela construção do dossiê das Quadrilhas Juninas, os professores de história Cícera Barbosa, Hildebrando Maciel e Aterlane Martins, e a gerente da Célula de Patrimônio Imaterial da Secultfor, Graça Martins. “Até o momento, não há uma cidade no Brasil que tenha reconhecido a quadrilha como Patrimônio Imaterial e esse será um legado incalculável para as próximas gerações”, ressalta a gerente da Cédula de Patrimônio.

BRASIL

Em abril, o presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), sancionou a Lei 14.555, que reconhece as festas juninas como uma manifestação da cultura nacional. Publicada no Diário Oficial da União (DOU) de 26 de abril deste ano, a lei é proveniente do PL 943/2019, que foi aprovado no fim de março pelo Senado Federal. O texto contou com o parecer da Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado (CE), que o aprovou em 2020, tendo relator o então senador Prisco Bezerra, suplente do senador Cid Gomes (PDT).

“Diversas características nacionais, regionais e locais foram sendo incorporadas, de modo que sua realização no Sul do país é diferente da que ocorre na Amazônia, não obstante a inegável presença de elementos comuns”, ressaltou o relator, na ocasião.

“Nas festas juninas do Nordeste, deve-se destacar, além da animação contagiante, o cultivo de preciosas tradições, como por exemplo a variada e deliciosa comida à base de milho. Mas sobressaindo-se entre todas elas, está a música e dança do forró, gênero que teve sua expressão maior com o eterno Luiz Gonzaga, um pernambucano que sempre esteve, ao longo da vida, muito próximo do Ceará“, continuou Prisco Bezerra, à época da aprovação.

As festas juninas tiveram origem na Europa e eram vinculadas a celebrações pagãs, que marcavam o solstício do verão, considerado o dia mais longo do ano, no mês de junho. O fenômeno indicava o início das colheitas. Ao longo do tempo, foram cristianizadas e passaram a ser dedicadas à comemoração de três santos católicos populares: Santo Antônio (13 de junho), São João Batista (24 de junho) e São Pedro (29 de junho).

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