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17 de junho de 2024

Psol suspende filiação de pré-candidato a vereador preso em Senador Pompeu

Nesta segunda-feira (20), Filho Costa, presidente da Associação de PCDs do município, foi preso suspeito de falsificar cerca de 300 laudos médicos
Filho Costa, então pré-candidato a vereador pelo Psol, foi preso nesta segunda-feira (20). Foto: Reprodução/Redes Sociais

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O Psol suspendeu os direitos partidários do pré-candidato a vereador em Senador Pompeu, Antônio da Costa Filho, o “Filho Costa”. Ele foi preso nesta segunda-feira (20), sob acusação de falsificar cerca de 300 laudos médicos. Presidente da Associação de Pessoas com Deficiência (PCDs) do Município, ele entregava os documentos às mães de crianças autistas para receberem benefícios públicos. Segundo as investigações preliminares, obtidas pelo OPINIÃO CE nesta segunda, o suspeito tinha intenção de se beneficiar eleitoralmente.

“O Psol vem a público esclarecer que, até esta data, não tinha conhecimento dos fatos em apuração que desencadearam a detenção de um dos nossos recém-filiados e que se encontrava como pré-candidato pelo partido. O senhor Filho Costa era, do nosso conhecimento, um cidadão idôneo, militante da causa das pessoas com deficiência PCD’s. E diante dessa circunstância que envolve seu trabalho, o Psol de Senador Pompeu adota postura cautelosa, anunciando a suspensão dos direitos partidários do filiado”.

Ainda conforme o partido, após o acesso à plena defesa de Filho Costa, a sigla definirá se vai seguir com ele dentre os quadros da sigla. “Deixamos claro que o Psol, por sua história política, jamais apoiará qualquer tipo de ato delituoso por parte dos seus filiados”, completou.

As investigações apontam que o suspeito cobrava R$ 25 por cada laudo falso entregue às mães das crianças. Os trabalhos de investigação ainda apontaram que Filho Costa agia também em Tauá, nos Inhamuns. Após a lavratura do auto de prisão em flagrante, ele foi conduzido a uma unidade prisional em Acopiara, no Centro-Sul do Estado.

ENTENDA O CASO

A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) foi acionada após um funcionário da Prefeitura de Senador Pompeu ter sido procurado por uma mulher que chegou com um envelope com dois formulários preenchidos. Os documentos eram dos centros de Referência de Assistência Social (Cras) e de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). A desconfiança começou pelos dados do médico, que era desconhecido na cidade.

O servidor municipal verificou ainda que espaços específicos dos formulários não tinham os dados dos técnicos dos centros de referência. A partir dessa informação, a PCCE iniciou as investigações, constatando que o médico existe, mas nunca foi para Senador Pompeu. O profissional, um neurologista pediátrico (identidade preservada), prestou depoimento no dia 16 de fevereiro. Ele contou que o funcionário da Prefeitura de Senador Pompeu entrou em contato com ele e disse o que estava se passando. Os dados sobre o profissional estavam todos corretos, exceto a assinatura e o fato de ele clinicar somente em Fortaleza.

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