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24 de julho de 2024

PSD CE acelera ofensiva pela vaga de vice ao Abolição nas Eleições 2022

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Em evento com presença de seus presidentes estadual e nacional, sinalizou publicamente apoio ao bloco governista. Líderes da sigla enxergam como natural pleito na majoritária

Rodrigo Rodrigues
rodrigo.rodrigues@opiniaoce.com.br

Principais nomes da sigla no Brasil e no Ceará participaram do evento (Ascom/PSD)

As lideranças do PSD em níveis nacional e estadual entendem como “natural” que o partido indique um vice ou uma vice na chapa majoritária do bloco governista para a sucessão do então governador Camilo Santana (PT).

Durante evento ocorrido em Fortaleza nesta sexta-feira, 4, na Assembleia Legislativa do Ceará (ALCE), o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab (PSD), e o estadual, Domingos Filho (PSD), sinalizaram publicamente, pela primeira vez, a intenção de dar continuidade ao projeto de governo que é encabeçado por PT e PDT no Estado, mas que abrange outros partidos, como o próprio PSD.

Reservadamente ao OPINIÃO CE, o deputado federal e um dos principais articuladores da sigla, Domingos Neto (PSD), reiterou a intenção do partido. “O PSD pleiteia participar na chapa majoritária. É natural que, em o governador Camilo Santana (PT) renunciando, que o PT tenha a precedência do seu nome para o Senado. Como também consideramos natural que o maior partido da coligação, que é o PDT, indique o candidato ao Governo [do Ceará]. Por exclusão, na chapa majoritária, a vice seria o espaço para o partido aliado – uma vez que PT e PDT já estariam contemplados. Por exclusão, é legítimo que esse terceiro partido seja o PSD.”

A pré-candidatura de Camilo Santana ao Senado foi confirmada pelo Diretório Estadual do PT em janeiro último. O governador deve deixar o Executivo para concorrer a vaga, como determina a legislação. A expectativa é de que Izolda Cela (PDT), sua vice, assuma a cadeira no Abolição, podendo tentar uma reeleição em outubro próximo. No PDT, o nome ainda não está definido.

O PT, por sua vez, aguarda os próximos passos do aliado para se posicionar quanto a uma possível vaga como vice.No evento, estiveram presentes três dos quatro pré-candidatos pedetistas: o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio; o deputado federal e ex-secretário Mauro Filho; e o presidente da ALCE, deputado Evandro Leitão.

SINALIZAÇÃO
Também esteve no evento o ex-governador do Ceará e atual senador, Cid Gomes (PDT).O líder maior do partido no Estado se dirigiu principalmente a Domingos Filho (PSD). “O Domingos [Filho] cumpriu, para mim, que estava na época como presidente da Assembleia, um papel fundamental. Passei momentos difíceis aqui no Parlamento. Desde essa época, devo muita gratidão ao Domingos, e criamos uma relação que perdurou. Houve um abalozinho, mas nenhum dos dois tinha razão, os dois estavam errados.”

A divergência citada diz respeito ao apoio à sucessão na presidência da ALCE, em 2016. À época, os Ferreira Gomes apoiavam a reeleição de Zezinho Albuquerque (PDT) na Casa. Já Domingos Filho foi favorável à candidatura de Sérgio Aguiar (PDT), o que gerou um racha na parceria. Hoje, Domingos Filho, que já foi vice-governador de Cid Gomes, é um dos nomes fortes do partido para pleitear novamente a vaga.

“Nas quatro últimas eleições, nosso partido apoiou e apoia o modelo administrativo [no Ceará], iniciado com Cid Ferreira Gomes e hoje tocado Camilo Santana […]. Tenho certeza de que esse projeto haverá de continuar tendo a parceria do PSD junto a esse grupo de partidos.”

O encontro também gerou repercussão a nível nacional. O PSD ainda estuda lançar candidatura própria à Presidência. Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, hoje no PSDB mas que pode se filiar ao PSD, é o nome mais forte do momento. Porém, a sigla não descarta apoiar um candidato fora da agremiação e segue estudando aliança com o ex-presidente Lula (PT).

No encontro, Kassab também sinalizou simpatia a Ciro Gomes, pré-candidato do PDT à Presidência. “Quero pedir que você [Cid] leve o meu abraço pessoal e do PSD ao seu irmão, Ciro Gomes. Torço pelo êxito e sucesso do Ciro, o admiro, sei o quanto ele é preparado. Tenho certeza que, se o Brasil lhe der a possibilidade de ser presidente, ele será um dos melhores da história do Brasil.”

À reportagem, Cid Gomes agradeceu o posicionamento, mas viu a sinalização com cautela. “O Kassab preside um partido e fez uma declaração pessoal de respeito e admiração pelo Ciro. A possibilidade de uma aliança depende de muitos fatores.”

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