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Protestos de professores marcam o primeiro dia do ano letivo da rede municipal de Fortaleza

Foto: Prefeitura de Fortaleza

Professores de duas escolas da rede pública municipal de ensino de Fortaleza, localizadas no bairro Mucuripe, impediram a entrada dos alunos no prédio em protesto pelo reajuste do piso salarial da categoria, nesta sexta-feira, 27. O caso aconteceu na Escola Municipal Colônia Z8, que fica na Rua Coronel Manuel Jesuíno, e na Escola Municipal Torres de Melo, localizada na Avenida da Abolição. 

O prefeito José Sarto (PDT) ainda não confirmou o reajuste anunciado pelo Ministério da Educação, mas aponta que tem se reunido com a secretária da Educação, Dalila Saldanha, e também com a secretária das Finanças, Flávia Teixeira, para realizar estudos. Trinta e nove cidades do Ceará já 

“Diante de todas as demonstrações do nosso reconhecimento ao trabalho da categoria, espero que prevaleça o bom senso e o diálogo, como caminho para que não se prejudique o calendário escolar nem a qualidade do ensino de Fortaleza. Nosso propósito é construir conjuntamente uma solução que garanta o reconhecimento dos trabalhadores, respeitando os limites da lei de responsabilidade fiscal”, afima o prefeito

Convocados pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Ceará (Sindiute), professores e funcionários das escolas de Fortaleza aprovaram a paralisação total das atividades. Os profissionais decidiram que só iniciam o ano letivo quando o prefeito José Sarto anunciar o reajuste do piso salarial do magistério. Uma assembleia geral foi realizada nesta quinta-feira, 26, na Escola de Tempo Integral Filgueiras Lima, no Jardim América.

De acordo com Ana Cristina Guilherme, presidenta do Sindiute, a categoria decidiu que as aulas, previstas para começarem nesta sexta, só iniciem depois que a Prefeitura apresentar a atualização dos salários dos professores e funcionários das escolas, ativos e inativos, efetivos e substitutos.

“Essa decisão é resultado da irresponsabilidade do prefeito Sarto ao descumprir a Lei Federal do Piso Nacional do Magistério. Portanto, a partir desta sexta estaremos em mobilização permanente em frente ao Paço Municipal, para exigir que a Prefeitura anuncie urgente a aplicação do piso, garantindo assim o retorno dos professores para a sala de aula”, destacou a dirigente.