No retorno dos trabalhos da Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor), nesta quinta-feira (1º), professores da rede pública de ensino protestam e pressionam o prefeito José Sarto (PDT) para a aprovação do reajuste salarial de 10,09% e outras reivindicações. Os profissionais buscam adiantar a audiência com o prefeito que está marcada para esta sexta-feira (2). Desde janeiro, a classe tenta um diálogo com a prefeitura. Com a volta às aulas marcada para a última terça-feira (30), hoje seria o terceiro dia letivo, porém as escolas permanecem paradas em decorrência da paralisação dos trabalhadores.
“A Prefeitura teve todo o mês de janeiro para abrir um canal de negociação, mas não abriu. Forçando o sindicato e a categoria a não retornar às aulas”, destacou a vereadora Adriana Almeida (PT) ao ser questionada sobre o canal de diálogo entre a prefeitura e os professores. Em entrevista ao OPINIÃO CE, a vereadora, ainda, propõe um adiantamento da audiência que, até então, aconteceria nesta sexta-feira (2), para uma solução mais rápida. “Nenhum professor quer deixar aluno sem aula, mas nós queremos as nossas reivindicações atendidas”, acrescenta.
Os professores também reivindicam o fim do desconto de 14% nos vencimentos dos aposentados e a quitação do precatório do antigo Fundef, pendente desde 2015. Além disso, os profissionais incluem a equiparação de direitos para os docentes aprovados no concurso de 2022, que perderam os benefícios dos anuênios. A classe, ainda, exige a inclusão dos funcionários de escola no Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) da Educação, assim como a aplicação da CLT para os professores substitutos e a realização de concursos públicos para professores, técnicos, supervisores e orientadores.
GREVE POR CONTA DO REAJUSTE
Na última segunda-feira (29), a prefeitura e representantes dos professores da rede municipal de ensino se reuniram para tratar sobre o reajuste e reivindicações dos servidores. De acordo com Sarto (PDT), uma nova reunião ficou agendada para a “Prefeitura apresentar uma proposta” nesta sexta-feira (2). O calendário de paralisações está programado para ocorrer até o encontro com o prefeito e a palavra de ordem do movimento é “piso já para a aula começar”.
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