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Professores de Fortaleza aprovam estado de greve e aguardam acordo com a Prefeitura

Foto: Divulgação/Sindiute

Os professores da rede pública de Fortaleza aprovaram, na manhã desta segunda-feira (29), estado de greve pela cobrança de reajuste salarial de 10,09%. Em assembleia realizada pelo Sindicato União dos Trabalhadores em Educação de Fortaleza (Sindiute), na Escola Municipal de Tempo Integral Filgueiras Lima, no bairro Jardim América, os docentes cobraram a aplicação do reajuste com o objetivo de alcançar o atual piso do magistério de R$ 4.580,57 no vencimento inicial.

“O estado de greve é uma forma de mostrar disposição para a paralisação, caso necessário, pois os direitos devem ser ampliados e não retirados”, pontua Ana Cristina Guilherme, presidenta do sindicato.

Ainda nesta segunda-feira (29), o sindicato e a Prefeitura de Fortaleza devem se reunir para buscar um entendimento. “A Prefeitura e a Secretaria Municipal da Educação estão empenhadas em valorizar os profissionais, mantendo um diálogo transparente e constante com a categoria. Buscamos uma via de negociação para garantir o piso salarial dos professores”, afirma Dalila Saldanha, secretária da Educação.

O sindicato, por sua vez, cobra mais diálogo com o Executivo municipal. Em carta aberta publicada nas redes sociais, a classe diz que acompanha o caso com “profunda preocupação e indignação”, acusando a gestão municipal de “negligência”. “Durante todo o mês de janeiro, aguardamos uma audiência com a Prefeitura, inclusive utilizando meios de comunicação para cobrar esse diálogo essencial. No entanto, mais uma vez, fomos desapontados pela inércia do prefeito [José Sarto], que não iniciou as negociações antes do início do calendário letivo. Esta atitude irresponsável pode resultar no adiamento do início das aulas, afetando toda a comunidade escolar”.

“Além disso, repudiamos o confisco de 14% do salário dos aposentados, e exigimos a devolução imediata desse valor. O pagamento do precatório, que está travado desde 2015, é uma dívida que o Prefeito José Sarto precisa honrar”.

Uma nova assembleia dos professores foi marcada para a manhã desta terça-feira (30), para discutir os resultados da audiência. Caso o sindicato e a Prefeitura não cheguem a um entendimento, os educadores deverão paralisar as atividades no primeiro dia de volta às aulas em Fortaleza, na próxima quinta-feira, 1º de fevereiro.

PREFEITURA

Conforme a gestão municipal, houve um aumento real de 20% na folha salarial dos professores em 2023. Além disso, a Prefeitura argumenta ter superado as obrigações constitucionais, destinando 27,5% da receita para a área de Educação. “Desde 2021, foram promovidos 1.821 professores, com investimento superior a R$ 11 milhões. Outras iniciativas incluem um plano de carreira com vantagens como redução da carga horária e programas de pós-graduação financiados para os servidores do magistério”, destacou a gestão, em nota enviado ao OPINIÃO CE na última sexta-feira (26).