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14 de julho de 2024

Produção industrial no Brasil tem terceiro resultado positivo consecutivo

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Dados mais recentes do IBGE são de abril e mostram que a produção industrial nacional teve variação positiva de 0,1% frente a março, na série com ajuste sazonal

Redação OPINIÃO CE
redacao@opiniaoce.com.br

Setor da construção faz parte do de indústrias (Foto: Natinho Rodrigues)

A produção industrial nacional em abril deste ano mostrou variação positiva de 0,1% frente a março, na série com ajuste sazonal. Este é o terceiro resultado positivo consecutivo, acumulando nesse período expansão de 1,4%. Nesta comparação, houve altas em duas das quatro grandes categorias econômicas e em 16 dos 26 ramos pesquisados.

Os números foram publicados nesta sexta-feira, 3, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já em relação a abril de 2021, houve queda de 0,5%, nona taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação, mas a menos intensa dessa sequência. No acumulado do ano, frente ao mesmo indicador de 2021, a indústria recuou 3,4%.

O acumulado nos últimos doze meses recuou 0,3% em abril e marcou o primeiro resultado negativo desde março de 2021 (-3,1%), mantendo a trajetória descendente iniciada em agosto de 2021 (7,2%).

DIVISÃO POR SETORES
Entre as atividades, as influências positivas mais importantes foram assinaladas por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (4,6%), bebidas (5,2%) e outros produtos químicos (2,8%), com a primeira voltando a crescer após dois meses consecutivos de queda, período em que acumulou perda de 2,6%; e as duas últimas marcando o terceiro mês seguido de crescimento e acumulando nesse período avanços de 18,9% e 10,9%, respectivamente.

Outras contribuições positivas relevantes vieram de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (4,8%), de produtos de borracha e de material plástico (2,6%), de produtos de metal (2,5%) e de celulose, papel e produtos de papel (1,6%).
Por outro lado, entre as dez atividades com redução, produtos alimentícios (-4,1%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-4,2%) exerceram os principais impactos, com a primeira intensificando a queda registrada no mês anterior (-2,7%); e a última eliminando parte do avanço de 11,3% acumulado nos meses de fevereiro e março.

Vale destacar também os recuos nos ramos de máquinas e equipamentos (-3,4%), de produtos do fumo (-12,0%), de outros equipamentos de transporte (-8,4%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-3,6%) e de metalurgia (-1,2%).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, bens de consumo semi e não duráveis (2,3%) e bens intermediários (0,8%) assinalaram as taxas positivas.

Por outro lado, os setores produtores de bens de capital (-9,2%) e de bens de consumo duráveis (-5,5%) apontaram os recuos nesse mês, com ambos interrompendo dois meses seguidos de crescimento na produção, período em que acumularam avanços de 12,1% e 3,8%, respectivamente.

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria mostrou acréscimo de 0,5% no trimestre encerrado em abril de 2022 frente ao nível do mês anterior, após registrar variação negativa de 0,2% em março, quando interrompeu a trajetória ascendente iniciada em novembro de 2021.

Entre as grandes categorias econômicas, bens intermediários (1,2%) e bens de capital (0,6%) tiveram as taxas positivas mais acentuadas. O setor produtor de bens de consumo semi e não duráveis (0,1%) também mostrou avanço nesse mês. Por outro lado, o segmento de bens de consumo duráveis (-0,6%) apontou o único resultado negativo e manteve o movimento de perda verificado nos meses de março (-3,1%) e fevereiro (-0,7%) de 2022.

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