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29 de novembro de 2023

Rádio opinião

Produção industrial nacional caiu em 2021, diz IBGE

GOVERNADOR CAMILO SANTANA VISITA A FABRICA DA TROLLER; TROLLER; FABRICA; INDUSTRIA; © CARLOS GIBAJA/GOVERNO DO CEARA;

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Pesquisa referente a dados do mesmo período, para Ceará, será divulgada no próximo dia 15, afirma instituição de estudos

Priscila Baima
priscila.baima@opiniaoce.com.br

Foto: Divulgação

A produção industrial do Brasil registrou redução de 2,4% em janeiro deste ano em relação ao mês anterior. Os dados são referentes à Pesquisa Industrial Mensal (PIM), publicada na última quarta-feira, 9, pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE).

O resultado revela que a indústria está 3,5% abaixo do nível de antes do início da pandemia, em fevereiro de 2020, e 19,8% abaixo do patamar recorde alcançado em maio de 2011. A pesquisa referente aos dados do mesmo período, para o Ceará, será divulgada na próxima terça-feira, dia 15, segundo o IBGE.

Na comparação com o mês anterior, as influências negativas mais importantes foram assinaladas por veículos automotores, reboques e carrocerias (-17,4%) e indústrias extrativas (-5,2%), que haviam acumulado expansão de 18,2% e de 6,0%, respectivamente, nos dois últimos meses de 2021. Outras contribuições negativas relevantes vieram de bebidas (-4,5%), de metalurgia (-2,8%), de outros produtos químicos (-2,2%), de máquinas e equipamentos (-2,3%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-5,4%), de produtos de metal (-3,3%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-4,5%) e de produtos de minerais não-metálicos (-2,4%).

Por outro lado, entre as seis atividades que apontaram crescimento, exerceram os principais impactos em janeiro de 2022 as produções de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (3,5%) e de produtos alimentícios (1,4%). A primeira intensificou a taxa positiva verificada no mês anterior (0,1%); e a segunda marcou o terceiro mês seguido de expansão, acumulando nesse período ganho de 13,8%.

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com dezembro de 2021, as produções de bens de consumo duráveis (-11,5%) e de bens de capital (-5,6%) assinalaram as taxas negativas mais acentuadas em janeiro de 2022, com a primeira eliminando o avanço de 9,6% acumulado nos dois últimos meses de 2021; e a segunda revertendo a expansão de 5,4 registrada no mês anterior.

Mesmo com o recuo no ritmo da atividade industrial em janeiro de 2022, o total da indústria no índice de média móvel trimestral permaneceu apontando taxa positiva, apesar de baixa, 0,1%, mas com intensidade menor do que o verificado no mês anterior (0,8%). Mas, afinal, quais áreas foram afetadas com isso?

Segundo o instituto, a indústria vem sendo afetada pela desarticulação das cadeias produtivas por conta da pandemia. Com isso, houve encarecimento dos custos de produção e na dificuldade para obtenção de insumos e matéria-prima para a produção do bem final, características importantes desse processo.

O segmento de veículos automotores, de acordo com o levantamento, é um exemplo importante de desarticulação da cadeia produtiva, já que tem dificuldades na obtenção de insumos importantes para a produção do bem final. Já o setor extrativo, em janeiro de 2022, teve a extração do minério de ferro bastante afetada pelas chuvas em Minas Gerais.

JANEIRO DE 2021 E 2022
Já na comparação com janeiro de 2021, a indústria nacional recuou 7,2% em janeiro de 2022, com resultados negativos em todas as grandes categorias econômicas e em 18 dos 26 ramos, 56 dos 79 grupos e 67,0% dos 805 produtos pesquisados. Sendo que janeiro de 2022 (21 dias) teve um dia útil a mais do que igual mês do ano anterior (20).

Entre as atividades, as principais influências negativas vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias (-23,5%), de indústrias extrativas (-6,7%), de produtos de borracha e de material plástico (-18,8%) e de produtos de metal (-20,8%).

Outros destaques negativos importantes foram: móveis (-33,0%); produtos têxteis (-26,7%); couro, artigos para viagem e calçados (-22,6%); confecção de artigos do vestuário e acessórios (-22,2%); produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-21,3%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-19,6%); bebidas (-9,6%); metalurgia (-6,8%); produtos de minerais não-metálicos (-6,2%) e outros produtos químicos (-3,8%).

Por outro lado, entre as oito atividades que apontaram expansão na produção, a de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (10,0%) exerceram a maior influência na formação da média da indústria do Brasil.
Segundo a avaliação do IBGE, o mês de janeiro está caracterizado pela perda de dinamismo e de perfil disseminado de queda, uma vez que todas as grandes categorias econômicas mostram recuo na produção, tanto na comparação com o mês anterior quanto na comparação com janeiro de 2021.

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