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17 de julho de 2024

Primeiro dia de desfiles no Rio tem homenagem a Paulo Gustavo e celebração à cultura negra

Foto: Reprodução

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Após dois anos suspenso em razão da pandemia, o desfile das escolas de samba do grupo especial na Marquês de Sapucaí, no Rio, foi marcado pela emoção do público, celebração à cultura negra e homenagem ao ator Paulo Gustavo, morto em 2021 por complicações da covid-19.

A primeira escola a entrar no sambódromo foi a Imperatriz Leopoldinense, que foi recebida pelos foliões de forma calorosa. Segurando bandeirinhas com as cores da escola –verde, branco e ouro–, eles dançavam nas arquibancadas enquanto entoavam o samba-enredo da agremiação.

Em seu enredo, a escola homenageou Arlindo Rodrigues, carnavalesco que ajudou a Imperatriz a conseguir o seu primeiro título, em 1980. Intitulada Trem das Lembranças, a comissão de frente recriou o trem que se tornou símbolo do desfile de 1981, que também levou a assinatura de Rodrigues e valeu à escola o segundo título no Carnaval carioca.

Coreografada pelo renomado bailarino Thiago Soares, a comissão de frente foi formada majoritariamente por mulheres. “Eu quis falar desse DNA feminino da Imperatriz. Então, decidi usar um elenco quase todo de mulheres”, afirma ele.

Um momento de emoção ficou por conta da São Clemente, que decidiu homenagear o ator Paulo Gustavo. Déa Lúcia, mãe do comediante, apareceu logo na comissão de frente e foi aplaudida pelos foliões.

A escola, porém, enfrentou problema técnico. O carro abre-alas ficou cerca de cinco minutos parado, sem conseguir ultrapassar o primeiro setor da avenida. Equipes se mobilizaram para fazer o carro andar, integrantes foram retirados para o chão da avenida. O atraso provocou um buraco entre setores.

Problemas técnicos também foram vistos na Beija-Flor, última escola a desfilar. Um carro da agremiação emperrou e houve lacuna entre alas no início do desfile. A azul e branca de Nilópolis levou ao sambódromo o enredo “Empretecer o Pensamento é Ouvir a Voz da Beija-Flor”, que celebrou a contribuição de pessoas negras para a construção do Brasil.

O Salgueiro também tratou sobre a questão racial e apresentou o enredo “Resistência”, que empolgou já de primeira.

Folha Press

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