Após o Sindicato dos Médicos do Ceará (Simec) denunciar o recolhimento de ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Fortaleza e que os profissionais do Samu estavam sem receber os salários desde o mês de agosto, a Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), destacou que vem trabalhando para regularizar a situação “o mais breve possível”. Conforme a pasta, o pagamento para a empresa responsável pelo aluguel dos veículos e para os profissionais está em andamento. Conforme a gestão, os serviços do Samu “seguem ativos e em circulação para atender às demandas da população”.
Sobre a situação das ambulâncias, a SMS informou que deu início ao pagamento e que vem trabalhando para restabelecer o funcionamento pleno da frota. Conforme o Simec, cerca de 10 automóveis estavam parados em vias do bairro Cidade dos Funcionários, nesta terça-feira (10). Ainda de acordo com a Secretaria, o restante do valor está em trâmite, com o aguardo do envio das notas fiscais corretas para seguir o fluxo do pagamento.
DEMAIS DENÚNCIAS
Em Fortaleza, o Simec relatou que, além do Samu, cinco hospitais municipais estão com os serviços afetados. Os hospitais são: Hospital e maternidade Zilda Arns, o Hospital da Mulher; Hospital Distrital Gonzaga Mota Barra do Ceará, o Gonzaguinha da Barra do Ceará; Hospital Distrital Gonzaga Mota José Walter, o Gonzaguinha do José Walter; Hospital Distrital Evandro Ayres de Moura, o Frotinha Antônio Bezerra; e o Hospital Distrital Maria José Barroso de Oliveira, o Frotinha Parangaba.
Conforme as denúncias, o problema na saúde fortalezense ocorre durante a substituição de trabalhadores que encerram os seus contratos pelos aprovados no concurso da Fundação de Apoio à Gestão Integrada em Saúde de Fortaleza (Fagifor). Com o déficit de profissionais, a maioria dos trabalhadores temporários está tendo que assumir escalas de plantões extras.
Nesta quarta-feira (11), os trabalhadores da saúde de instituições contratualizadas e filantrópicas, incluindo equipes das ambulâncias de Fortaleza paradas por falta de pagamentos, realizam manifestação em frente à SMS.
“A paralisação dos serviços de ambulância, essencial para o atendimento de urgências e emergências, é um dos reflexos diretos do descaso enfrentado pelos profissionais que atuam na saúde do Município de Fortaleza”, aponta o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Ceará (Sindsaúde), que está organizando o movimento.
