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23 de julho de 2024

Por tempo indeterminado, servidores do BC entrarão em greve no dia 1º de abril

Banco Central do Brasil em Fortaleza

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Por decisão aprovada em assembleia ontem (28), os servidores do Banco Central entrarão em greve por tempo indeterminado a partir dessa sexta-feira, 1º de abril. A decisão contou com o apoio de mais de 90% dos 1.300 servidores da ativa que participaram da deliberação. A categoria do Banco Central, que também tem sede em Fortaleza, pede cerca de 26% de reajuste salarial.

No início deste ano, os servidores do órgão vinham trabalhando em esquema de operação-padrão, com as equipes trabalhando mais lentamente, e atrasando a divulgação de indicadores. Desde o último dia 17, a categoria vinha fazendo paralisações diárias das 14h às 18h.

A mobilização dos servidores do BC tem provocado uma série de atrasos na rotina da autoridade monetária, especialmente na divulgação de indicadores. A divulgação de eventos e de informes para a imprensa também tem atrasado. A mudança de calendário dos saques dos valores a receber só foi informada durante o fim de semana.
No último sábado (26), membros das entidades representativas dos servidores do BC se reuniram com o presidente do BC, Roberto Campos Neto, mas sem avanço nas pautas reivindicadas.

Em dezembro do ano passado, após o presidente Bolsonaro fazer aceno de reajuste aos agentes de segurança, servidores da Receita Federal e do Banco Central ampliaram a ofensiva para que também fossem contemplados com aumento salarial. O governo de Jair prometeu aumento para policiais federais, rodoviários federais e agentes penitenciários. A verba disponível no Orçamento para elevar a remuneração dos servidores é de R$ 1,7 bilhão.

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