Menu

Senado aprova investimento de R$ 700 milhões para realização de obras no Complexo do Pecém

Dois Projetos de Resolução do Senado, relatados pelo senador Camilo Santana, foram aprovados na Casa
O senador Camilo Santana, relator dos projetos no Senado. Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O Senado aprovou a contratação de empréstimo no valor de R$ 700 milhões para investimentos no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP). O anúncio foi feito pelo governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), que comemorou a autorização.

De acordo com o chefe do Executivo, os recursos vão viabilizar “obras estruturantes” ao complexo que está localizado no Pecém, entre os municípios de São Gonçalo do Amarante e Caucaia. 

Ainda conforme Elmano, as obras vão “viabilizar a infraestrutura necessária para atrair indústrias de hidrogênio verde e derivados”. O Porto do Pecém tem recebido destaque nacionalmente como um dos maiores produtores potenciais de hidrogênio verde. O petista afirmou que a medida vai ampliar a capacidade logística e industrial do Ceará.

“Gerando mais empregos qualificados, atraindo investimentos privados e ampliando a competitividade da indústria de baixo carbono”, escreveu o governador.

Projetos relatados por Camilo Santana

No portal do Senado, a Casa informa que foram aprovadas duas contratações de crédito externo. Uma delas, junto ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), foi no valor de US$ 90 milhões (cerca de R$ 450 milhões).

Já a outra proposta, também com o Bird, prevê o valor de US$ 33,5 milhões (cerca de R$ 167 milhões) para o programa Pecém Verde, com o objetivo de consolidar o CIPP como um polo de descarbonização industrial e de transição energética.

As duas medidas foram relatadas, no Senado, por Camilo Santana (PT), ex-governador do Ceará e senador que assumiu mandato na Casa desde o último mês de abril, quando deixou o Ministério da Educação (MEC).

De acordo com Camilo, o contrato prevê investimentos em infraestrutura sustentável, produção de hidrogênio verde, eficiência energética, logística de baixo carbono e modernização ambiental. Ainda conforme o senador, os recursos devem apoiar a implantação de estruturas voltadas a capacitação, pesquisa, inovação e desenvolvimento na cadeia do H2V.