O deputado estadual Carmelo Neto (PL) afirmou que vai acionar o também deputado João Jaime (PV) no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) após o parlamentar ter acusado o bolsonarista de ter utilizado um assessor próprio falsamente como assessor do presidente Romeu Aldigueri (PSB) durante denúncia de obra paralisada em creche de Maranguape. O deputado do PV, por sua vez, destacou que sua fala foi baseada em um boletim de ocorrência feito pela construtora da obra.
Conforme o bolsonarista, o assessor acusado, Miguel Ângelo, vai processar João Jaime pela denúncia. A resposta à denúncia ocorreu nesta quarta-feira (13), um dia depois da acusação.
Carmelo disse que a declaração de Jaime é “infundada” e que lamenta que tenha chegado ao ponto de ter que acionar um colega parlamentar no Conselho de Ética. “Tenta colocar em xeque o meu trabalho de fiscalização. Não posso aceitar isso”, acrescentou.
“Não vou aceitar que um deputado suba à tribuna para repercutir o BO de um dono de uma construtora que, com certeza, deve ter ficado muito incomodado com a fiscalização que eu fiz em Maranguape”, apontou.
O legislador disse que, em seis anos de trabalho legislativo, também como vereador de Fortaleza, nunca alguém da sua equipe agiu da forma da acusação, já que tanto ele como os assessores que trabalham com ele sabem as suas prerrogativas. “Não preciso me passar por ninguém, e nenhum assessor precisa se passar por assessor de outro parlamentar”.
Tréplica de João Jaime
Após coletiva de Carmelo, Jaime respondeu ao parlamentar, afirmando que, se ele quer processá-lo, “é problema dele”.
“Não tenho medo de processo. Agora, isso vai ser apurado. (…) Vai me processar de quê? Minha fala foi técnica”, disse.
O parlamentar do PV destacou que vai denunciar o assessor. “Como é servidor, não é deputado, vou denunciar na Ouvidoria. (…) A própria Ouvidoria decide se manda para o Conselho de Ética ou não”, afirmou.
Ainda conforme Jaime, a utilização indevida do nome do presidente Romeu Aldigueri e da Presidência da Casa é uma questão que o próprio chefe do Legislativo deverá mandar apurar. “Tem que ouvir o que ele vai fazer. Acho da maior gravidade, está registrado, não é ‘disse me disse’, é boletim de ocorrência. Nesse boletim, estão descritos todos os fatos que ocorreram”, finalizou.
