A necessidade de tirar projetos ambientais do papel e avançar em ações concretas para a Caatinga marcou a reunião com representante do Governo do Ceará e o Ministério do Meio Ambiente (MMA). O encontro contou com participação da secretária estadual do Meio Ambiente e Mudança do Clima e coordenadora da Câmara Temática do Consórcio Nordeste, Vilma Freire, e do ministro João Paulo Capobianco.
Durante a agenda, Vilma reforçou que, apesar do avanço técnico e da produção de diagnósticos qualificados, o bioma ainda enfrenta mais desafios do que oportunidades na prática. A secretária fez um apelo direto ao Ministério para ampliar a efetividade das políticas públicas.
“Queria trazer um apelo aqui para o senhor, aproveitando essa sua sensibilidade”, afirmou. Segundo ela, é fundamental que o conhecimento acumulado sobre a Caatinga se traduza em ações concretas. “Que a gente saísse um pouco das planilhas, tão bem elaboradas, e pudesse transformar isso em projetos e políticas importantes voltadas à Caatinga”, completou.
Pressão por políticas mais efetivas
Vilma Freire destacou que a Caatinga é um dos biomas mais vulneráveis do País e que exige atenção prioritária do Governo Federal, especialmente no que diz respeito a financiamento e execução de projetos estruturantes. Ela ressaltou que há uma mobilização conjunta dos estados nordestinos, por meio do Consórcio Nordeste, para fortalecer a pauta ambiental. “A gente sente, desde 2023, que existe uma luta importante desse consórcio, que atua de forma unida”, pontuou.
A secretária também chamou atenção para as dificuldades enfrentadas pelos estados da região, que lidam com limitações históricas no acesso a recursos e na implementação de políticas ambientais de longo prazo.
Segundo Vilma, o cenário atual ainda reflete uma disparidade entre o planejamento técnico e a execução prática. A avaliação é de que, sem uma atuação mais incisiva do Ministério do Meio Ambiente, o potencial da Caatinga continuará subaproveitado.
Articulação regional
A reunião integra uma agenda mais ampla de articulação entre os estados do Nordeste e o Governo Federal, com foco em pautas estratégicas como financiamento climático, preservação ambiental e desenvolvimento sustentável. A expectativa é que o diálogo avance para a construção de políticas públicas mais robustas e alinhadas às necessidades específicas do bioma, considerado exclusivo do Brasil e essencial para o equilíbrio ambiental da região.
