A possibilidade de a vereadora de Fortaleza, Priscila Costa (PL), integrar como vice uma eventual chapa liderada por Flávio Bolsonaro passou a ganhar força nos bastidores políticos e já provoca debates dentro do partido. No Ceará, a vereadora de Fortaleza mais votada no último pleito tenta viabilizar uma candidatura ao Senado, mas enfrenta resistência interna no PL, liderado no Estado pelo deputado federal André Fernandes.
Fernandes é o fiador da candidatura do pai, o deputado estadual Alcides Fernandes. Uma outra vaga está na negociação com o grupo oposicionista no Ceará, encabeçado por Ciro Gomes (PSDB) e por Capitão Wagner (presidente da federação União Progressista).
Segundo interlocutores da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, o nome da parlamentar avançou após agendas recentes com o senador, que fez menções públicas ao desempenho político de Priscila. As informações ganharam destaque na imprensa nacional nesta semana e foram veiculadas pela Band News.
Apesar do avanço nas conversas, a possível composição enfrenta um ponto de atenção relevante dentro do Partido Liberal. Como ambos são filiados à mesma sigla, a formação de uma chapa “puro-sangue” pode limitar a construção de alianças partidárias. O fator é visto como estratégico, especialmente em disputas nacionais, onde a formação de coalizões costuma ter peso decisivo no desempenho eleitoral.
Viabilidade em análise
A eventual indicação de Priscila Costa ainda é tratada como uma alternativa em avaliação, sem definição oficial. Integrantes do partido analisam os impactos políticos da composição, tanto do ponto de vista eleitoral quanto na articulação com outras legendas.
