O vereador de Fortaleza, Gardel Rolim, anunciou a sua filiação ao Republicanos. O parlamentar, que é pré-candidato a deputado estadual, já havia trocado o PDT pelo PRD, em uma migração partidária que gerou polêmica. A legenda trabalhista, à qual ele estava filiado quando eleito para a Câmara de Fortaleza, diz não ter sido comunicada da troca de partido e pede, na Justiça, a cassação do seu mandato.
Como já havia noticiado o Opinião CE, Gardel já havia sido convidado para integrar os quadros do Republicanos à época em que foi acusado de infidelidade partidária pelo Diretório Estadual do PDT. No seu novo partido, o vereador da capital cearense deve fortalecer a chapa para a eleição a deputado estadual.
Em suas redes sociais, ao lado do presidente da legenda, Chiquinho Feitosa, e do vereador e também recém-filiado à sigla, Michel Lins, Gardel disse que sua chegada ao Republicanos marca “um novo capítulo” na sua trajetória política.
“Sigo firme no compromisso de trabalhar por nossa gente, com responsabilidade, transparência e muito diálogo. Vamos juntos construir um Ceará ainda melhor!”, escreveu.
PDT pede cassação do mandato
Após a troca de legenda, Gardel emitiu uma nota afirmando que a sua desfiliação do PDT ocorreu “dentro da legalidade”. Segundo o parlamentar, ele comunicou o partido antes de deixar a legenda, no último mês de janeiro.
O vereador acrescentou ainda que lamenta a “tentativa de transformar um tema jurídico em uma disputa política midiática”.
Por outro lado, o Diretório Estadual da legenda, presidido pelo deputado federal André Figueiredo, acusa o legislador de infidelidade partidária e pede a perda do mandato dele. A troca de partido, em que ele deixou o PDT para se filiar ao PRD, aconteceu em janeiro.
A Justiça Eleitoral dispõe que o mandato no Legislativo pertence ao partido e, portanto, um legislador não pode trocar de legenda sem comunicar a Executiva da sigla à qual é filiado.
Em nota emitida pela assessoria, Gardel afirma que a decisão de deixar o PDT “não foi tomada de forma repentina, nem sem conhecimento da direção partidária”.
“Há muito tempo, o partido já tinha ciência de sua insatisfação diante de situações de falta de reconhecimento político e da ausência de diálogo interno”, afirmou ele.
