O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marcou para o próximo dia 26 de março, às 10h, o julgamento da federação partidária União Progressista, formada pelo União Brasil e Progressistas (PP). Para ser validada para as eleições 2026, a aliança das siglas precisa ser aprovada até 4 de abril.
Em manifestação enviada ao TSE, o vice-procurador Alexandre Espinosa, do Ministério Público Eleitoral, avaliou que os partidos cumpriram os requisitos formais e deu aval para a formalização da junção. Contudo, o jurista ponderou que a federação deve fazer ajustes em seu estatuto.
Embate com UP
Um dos últimos obstáculos formais para o acerto entre os partidos se deu em conta do uso da sigla. A federação havia apresentado, em abril do ano passado, o “UP” para sua identificação, posteriormente alterando para “UPB”.
O partido de esquerda Unidade Popular, que utiliza já sigla UP, contestou a designação. Para evitar uma disputa judicial, a aliança aceitou trocar sua identidade e adotou o nome completo: Federação União Progressista. Com isso, houve um avanço com o TSE.
Robustez política
Caso seja validada pelo TSE, a federação se tornará a maior força partidária do país, somando 103 deputados federais, a maior bancada da Câmara, 12 senadores e cerca de 1,3 mil prefeitos no Brasil, superando o PSD, que possui 877 gestores.
Isso também representa o direito de acessar cerca de R$ 900 milhões do fundo público para financiamento de campanhas — o chamado fundo eleitoral.
