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Secretário de segurança afirma que oposição de Elmano desmerece o trabalho policial

Roberto Sá, em entrevista ao Opinião CE, afirmou que opiniões que não sejam técnicas o entristecem
Roberto Sá, em entrevista ao Opinião CE. Foto: Hellynara Fernandes

O secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, Roberto Sá, algumas manifestações de opositores do Governo desmerecem o trabalho dos policiais. A declaração foi dada em entrevista ao podcast Questão de Opinião, do Opinião CE. Segundo ele, opiniões que não sejam técnicas e que “tiram a credibilidade do trabalho policial” o entristecem.

Nas redes sociais, políticos como o presidente do União Brasil no Ceará, Capitão Wagner, e o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (União Brasil), tecem críticas contundentes à política de segurança pública do Governo Elmano.

O secretário afirmou ficar triste, como ser humano, profissional e como gestor, ao se deparar com o que ele chama de “narrativas políticas” para desmerecer o trabalho dos policiais.

Conforme o titular da SSPDS, em alguns momentos ele pede aos integrantes das forças de segurança que não deixem conteúdos nas redes sociais os “contaminarem”.

“Eu, secretário de segurança, com muita honra, do estado do Ceará, atribuo os resultados, preponderantemente, a vocês”, disse Roberto, sobre o que fala aos policiais.

Durante entrevista ao podcast Questão de Opinião, do Opinião CE, Roberto Sá lembrou que, de 2024 a 2025, houve redução nos índices dos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) e nos Crimes Violentos contra o Patrimônio (CVPs).

Em relação aos CVLIs, que incluem homicídios, latrocínios, feminicídios e outros crimes resultantes de mortes, a redução foi de 7,7%. Já com os CVPs — todos os tipos de roubos, exceto latrocínio —, a redução foi de 22%.

O secretário reconheceu que, com o conflito entre as facções que atuam no Estado diminuindo, “é óbvio” que os índices de CVLIs, principalmente na morte entre os faccionados, também diminuem. Ele destacou, porém, que “tem um estado pressionando o tempo todo pela prisão” para que os índices reduzam ainda mais.

Prisão de assassinos e faccionados

O titular da pasta também falou sobre a prisão de assassinos e faccionados. Em 2025, como destacou ele, foram presos 2.883 assassinos – aumento de 32,5% em relação a 2024 – e 2.548 faccionados – aumento de 96% em relação ao ano anterior.

“Tento dizer: vocês [policiais] estão de parabéns. Nós precisamos melhorar muito, ninguém é perfeito, então a gente busca melhorar a cada dia”.

O secretário ressaltou que tenta manter sua tropa motivada “o tempo todo”, garantindo condições de trabalho e dignidade. “Toda essa cadeia de comando, chefia e liderança, que, graças a Deus, conheço da prática e da academia”, apontou.

Roberto avalia que, na dinâmica do crime, conflitos eventuais entre as facções têm impactos nos indicadores. Ele afirma, no entanto, que “não foram elas [as facções] que prenderam essas 5.300 pessoas”.

“Não foram elas que botaram a farda e prenderam, no jogo do Clássico-Rei, mais de 300 criminosos. Quem prendeu foi a Polícia”, acrescentou.

Ele finalizou destacando que “criminoso é criminoso” e que ele tem que responder na Justiça. “Vejo foto de jornal, eles [faccionados] sentados, presos, e matéria embaixo: ‘facções interferem’. Não estou nem aí para o que a facção está dizendo, eu quero é prender, porque é bandido”.