O vereador de Fortaleza, Gardel Rolim, emitiu uma nota afirmando que a sua desfiliação do PDT ocorreu “dentro da legalidade”. Segundo o parlamentar, ele comunicou o partido antes de deixar a legenda, no último mês de janeiro. Gardel acrescentou ainda que lamenta a “tentativa de transformar um tema jurídico em uma disputa política midiática”.
Por outro lado, o Diretório Estadual da legenda, presidido pelo deputado federal André Figueiredo, acusa o legislador de infidelidade partidária e pede a perda do mandato dele. Em janeiro, o parlamentar deixou o PDT e se filiou ao PRD.
A Justiça Eleitoral dispõe que o mandato no Legislativo pertence ao partido e, portanto, um legislador não pode trocar de legenda sem comunicar a Executiva da sigla à qual é filiado.
Em nota emitida pela assessoria, Gardel afirma que a decisão de deixar o PDT “não foi tomada de forma repentina, nem sem conhecimento da direção partidária”.
“Há muito tempo, o partido já tinha ciência de sua insatisfação diante de situações de falta de reconhecimento político e da ausência de diálogo interno”, afirmou ele.
Gardel informou ainda, na nota, que, na próxima sessão plenária da Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor), na próxima terça-feira (17), ele vai subir à tribuna para tratar o tema “com clareza, serenidade e respeito à opinião pública”.
