A janela partidária, período em que a Justiça Eleitoral permite que deputados estaduais e deputados federais troquem de partidos sem a perda do mandato, começa nesta quinta-feira (5). O prazo para a migração partidária vai se estender por quase um mês, até o dia 3 de abril.
No Ceará, o momento deve ser de muita articulação política e reuniões para definir os rumos partidários de legisladores que já possuem mandato. As conversas já vinham ocorrendo nos bastidores.
Dentre as principais definições está o destino de quatro deputados estaduais da oposição que estão, atualmente, filiados ao PDT: Antônio Henrique, Cláudio Pinho, Queiroz Filho e Lucinildo Frota. Lucinildo e Antônio Henrique devem se filiar ao PL. Já os outros dois, Queiroz Filho e Cláudio Pinho, avaliam entre União Brasil e PSDB.
O PDT, aliás, tenta se fortalecer com a chegada de parlamentares governistas. A legenda corre o risco de ficar sem deputado na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece). Em 2022, o partido foi o que mais elegeu parlamentares, mas a vitória de parlamentares na Justiça para deixar o partido esvaziou a bancada.
Outras siglas que estão no centro do debate são o União Brasil e o Progressistas, que vão se federar, formando a União Progressista. O presidente do União no Ceará, o ex-deputado Capitão Wagner, disse que a federação já definiu apoio à coligação de oposição. A informação foi rebatida por integrantes do partido aliados ao governador Elmano de Freitas (PT), como a deputada federal Fernanda Pessoa. Ela disse que ainda não houve definição.
Independentemente de que posição a federação tome, de oposição ou situação, a expectativa é de que a legenda atraia novos filiados.
Casos de Chagas Vieira e Jade Romero
Sem mandato no Legislativo – portanto, já apto a trocar de partido ou se filiar a uma nova legenda antes da janela -, o secretário-chefe da Casa Civil, Chagas Vieira (sem partido) deve aproveitar o momento para avaliar as possibilidades.
Ele já afirmou que recebeu convites de sete partidos: PT, PDT, MDB, PCdoB, União Brasil, Republicanos e PSB. Em entrevista ao programa Roberto Moreira Entrevista, Chagas não descartou disputar algum cargo nas eleições deste ano.
