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Choró, Potiretama e Senador Sá definirão seus prefeitos no próximo domingo (1º)

No total, 24.047 eleitores estão aptos a votar nas eleições suplementares destes três municípios.
Em Senador Sá, apenas uma chapa foi inscrita para o pleito, liderada por Sabrina Morais (PP), que é apoiada pelo prefeito cassado, Bel Júnior. (Foto: Divulgação / Prefeitura)

Moradores de três municípios cearenses vão às urnas, no próximo domingo (1º), eleger prefeitos e vice-prefeitos em eleições suplementares. Choró, Potiretama e Senador Sá terão novos gestores após as chapas vencedoras, no pleito de 2024, serem cassadas pela Justiça Eleitoral.

No total, 24.047 eleitores estão aptos a votar nas eleições, dos quais 11.527 são de Choró, 6.873 de Senador Sá e 5.647 de Potiretama. Os gestores escolhidos terão mandatos até 31 de dezembro de 2028, ano de realização de novas eleições municipais ordinárias.

Organização

Os pleitos serão acompanhados pelo Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE), que determinou a participação de mais de 500 pessoas nos processos eleitorais.

Em Choró, no Sertão Central, foram enviadas 58 urnas eletrônicas para atender 46 seções distribuídas em 25 locais de votação. Outras 15 urnas ficarão em contingência, e o município contará com três seções agregadas.

Potiretama, no vale do Jaguaribe, recebe 35 urnas, que, por sua vez, atenderão 24 seções em 12 locais de votação, com 13 urnas de contingência e duas seções agregadas.

Já para Senador Sá, na região metropolitana de Sobral, foram enviadas 35 urnas para 23 seções, distribuídas em quatro locais de votação. O município contará com 12 urnas de contingência e não terá seção agregada.

Segurança

Para garantir a tranquilidade da realização do pleito eleitoral nas três cidades, a Assessoria de Segurança e Inteligência (ASINT) do TRE-CE está realizando esquema de reforço nos municípios. O trabalho conta com o apoio da Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar e Agência Brasileira de Inteligência (ABIN).

“Estamos em contato com as equipes de segurança do Estado e com a ABIN, bem como, com os juízes das zonas eleitorais e promotores das cidades, para esquematizar o reforço da segurança e o envio das equipes para as regiões. O que já avaliamos aponta para cenários de tranquilidade”, detalhou a assessora-chefe da ASINT, Carolina Barreira.

Senador Sá

A confirmação das eleições suplementares em Senador Sá só ocorreu na tarde desta sexta-feira (27), após o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), revogar o efeito suspensivo que mantinha José Martins Barros Júnior, o Bel Júnior, e Maria Veriani Araújo Costa, ambos do PP, nos cargos de prefeito e vice-prefeita.

A decisão atendeu a um pedido de reconsideração apresentado pela coligação Pela Dignidade de Nossa Gente, encabeçada pelo PSB. O relator admitiu o posicionamento anterior, após concluir que o TRE-CE enfrentou adequadamente as omissões apontadas pela instância superior.

De acordo com os autos, a manutenção da cassação e da inelegibilidade baseia-se na prática de abuso de poder econômico e político. Um dos principais pontos que pesou na decisão foi a realização, pelo ex-prefeito, da “Cavalgada do Bel”, evento considerado semelhante a um showmício, para promoção da candidatura, contrariando a Resolução TSE nº 23.610/2019.

Também foram registradas a realização de passeatas com uso de paredão de som, exibindo frases de apelo eleitoral como “VOTE 11” e “BEL JR 11”; e o planejamento prévio com ampla divulgação, uso de palcos, som profissional, iluminação e contratação de artistas em praça pública.

Apesar do embate da oposição, apenas uma chapa foi inscrita para o pleito, liderada por Sabrina Morais (PP), que é apoiada pelo prefeito cassado, Bel Júnior. Sua vice será a Professora Maria, da mesma sigla.

Choró

A situação de Choró envolve Bebeto Queiroz (PSB), o mais votado em 2024, que sequer tomou posse e está foragido da Justiça, sendo investigado por envolvimento com organização criminosa. Sua chapa, que teve Bruno Jucá Bandeira (PRD) como vice, foi cassada, em agosto de 2025, pelo Pleno do TRE-CE.

Bebeto ficou inelegível pelos próximos oito anos, por abuso de poder político e econômico praticado na eleição municipal de 2024, e ainda foi condenado ao pagamento de multa no valor de R$ 53.205,00. Bruno, por sua vez, não ficou inelegível e não pagou multa.

Em Choró, disputam a eleição o presidente da Câmara Municipal, Paulo George de Sousa Saraiva, o Paulinho, para o cargo de prefeito, e Francisco Elcimar Lusia Ribeiro, o Cimar, como vice. Ambos do PSB. Lembrando que o parlamentar esteve como gestor interino após a cassação da chapa eleita no pleito anterior.

Seu adversário é Antônio Francisco Delmiro, o Professor Antônio Delmiro, da coligação A Esperança Renova, que reúne a Federação Brasil da Esperança (PT, PC do B, PV e Mobiliza), que tem como candidata à vice-prefeita a Professora Ana Íris. Os dois são do PT.

Potiretama

Em Potiretama, foram cassados, por unanimidade, os mandatos do prefeito Luan Dantas (PP) e da vice-prefeita Solange Campelo (PT) por abuso de poder político. O antigo gestor está preso, desde o último mês de abril, acusado de encomendar um incêndio criminoso na propriedade de um desafeto político.

Dantas chegou a pedir sucessivas licenças à Câmara de Potiretama, a fim de preservar o mandato durante o cárcere, mas a última solicitação foi negada pelos vereadores. A vice-prefeita, Solange Campelo, assumiu a gestão interinamente, mas também não seguiu na cadeira por muito tempo. Em outro processo, desta vez judicial, a chapa foi cassada e ela afastada das suas funções, em outubro do ano passado.

No município, disputam o cargo Cleverlandio Pereira, que tem como vice Gilberto Meneses, ambos do PP; e a própria Solange Campelo, que dessa vez lidera a chapa ao lado de Rogério da Queijeira como vice, que também é do PT.

Quem pode votar?

Nas eleições suplementares, a votação segue as mesmas regras dos pleitos regulares. O voto é obrigatório para eleitoras e eleitores a partir dos 18 anos e facultativo para as pessoas analfabetas, maiores de 70 e jovens de 16 e 17 anos. Para votar, é necessário que o título esteja regular.

No dia da votação, a eleitora ou o eleitor pode se identificar por meio de: e-Título com foto; documento oficial com foto, como carteira de identidade; Carteira Nacional de Habilitação (CNH); passaporte; certificado de reservista; carteira de trabalho; ou carteira de categoria profissional reconhecida por lei.

Quem estiver fora do domicílio eleitoral e não puder votar, pode justificar a ausência pelo aplicativo e-Título, pelo Sistema Justifica (no site do TSE), ou por requerimento entregue na zona eleitoral. Não haverá mesas para justificativa nos locais de votação.