O presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Leo Couto (PSB), afirmou que vai priorizar em 2026 a execução de um plano de revitalização do Centro da capital cearense e a reorganização institucional do Legislativo, deixando para o fim do ano a decisão sobre disputar ou não mais um mandato à frente da Casa.
Em entrevista ao Opinião CE, ele também confirmou engajamento na tentativa de reeleição do governador Elmano de Freitas (PT) e no projeto político do senador Cid Gomes (PSB). Leo Couto evitou antecipar qualquer definição sobre permanecer no comando do Legislativo municipal após o término do mandato, em 31 de dezembro.
Segundo ele, a prioridade neste momento é cumprir o planejamento estabelecido para 2026, com destaque para projetos voltados à revitalização do Centro da cidade e ao fortalecimento institucional da Câmara.
“Quando chegar o momento oportuno, lá para o final do ano, nós vamos discutir a permanência ou não. Eu sou de grupo”, afirmou, ressaltando que a decisão será tomada coletivamente com aliados políticos.
O vereador destacou que a atuação neste ano será marcada por um cenário eleitoral complexo, no qual a Câmara terá papel estratégico. Apesar da autonomia entre os poderes, Leo Couto afirmou que pretende contribuir institucionalmente com debates sobre o futuro da cidade e, fora da função administrativa, atuar politicamente nas eleições.
Orgulho do grupo político
Para 2026, Leo Couto confirmou engajamento na tentativa de reeleição do governador Elmano e no projeto político do senador Cid Gomes. Segundo ele, a articulação deve envolver lideranças locais e estaduais, incluindo o prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT), e o ministro da Educação, Camilo Santana (PT).
“Eu faço parte do grupo político com muito orgulho. Vamos trabalhar fortemente à frente da coordenação em Fortaleza, com o prefeito Evandro, o governador Elmano e o ministro Camilo”, declarou.
Ele relembrou a participação em campanhas anteriores, como a coordenação em Fortaleza das candidaturas de Lula (PT), Camilo Santana e Elmano de Freitas em 2022, além do envolvimento nas eleições municipais de 2024.
Apesar da forte sinalização de alinhamento político, o presidente reforçou que a condução dos trabalhos legislativos seguirá pautada pela independência institucional, enquanto mantém presença ativa nas articulações eleitorais fora do plenário.
