A defesa do suplente de deputado estadual Pedro Lobo (PT) se manifestou, na tarde desta segunda-feira (2), negando que o seu cliente tenha cometido importunação sexual contra uma mulher no Aeroporto de Juazeiro do Norte. Os advogados alegam que houve um “mal-entendido”.
Em nota, a defesa detalhou que o desembarque, onde teria ocorrido a importunação, se deu “em um ambiente marcado por aglomeração, pressa dos passageiros e movimentação intensa de bagagens”.
“Situações assim podem, infelizmente, gerar interpretações distintas sobre um mesmo fato, que serão devidamente esclarecidas pela apuração”, pontuo a nota, assinada pelos advogados Daniel Maia, Lucas da Escóssia e Francisco Leopoldo Martins Filho.
A manifestação detalha que Pedro Lobo está “tranquilo, com a consciência serena, e confia plenamente que a apuração criteriosa esclarecerá os fatos e demonstrará que não houve qualquer conduta criminosa de sua parte”, completa a defesa.
Os advogados afirmam que o ex-parlamentar tem colaborado com as autoridades, com transparência e respeito à investigação. Além disso, reforçam que sua trajetória pública é marcada pela defesa dos direitos das mulheres, pelo enfrentamento à violência de gênero e pelo combate ao feminicídio. “Causas que sempre orientaram sua atuação política e pessoal”, completa.
O caso
Pedro Lobo foi detido, na manhã desta segunda-feira (02), após uma mulher de 33 anos denunciá-lo por importunação sexual, no Aeroporto de Juazeiro do Norte. A vítima acusa o parlamentar de ter encostado suas partes íntimas no momento do desembarque de um voo.
A ocorrência foi registrada pela Polícia Federal (PF). A vítima fez a denúncia ainda no aeroporto e, junto ao deputado, os dois foram à Polícia Federal para prestar depoimento.
Segundo a Polícia Federal, após o relato da vítima e a oitiva de testemunhas, foi lavrado auto de prisão em flagrante, e o suspeito foi encaminhado à unidade prisional competente.
