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Quaest: governo Lula mantém empate técnico entre aprovação e desaprovação no início de 2026

Pesquisa aponta 49% de desaprovação e 47% de aprovação; cenário se repete desde outubro, após pico negativo registrado em maio de 2025
Foto: Reprodução/Redes Sociais

A primeira pesquisa de opinião Quaest de 2026, divulgada nesta quarta-feira (14), mostra que o trabalho do presidente Lula (PT) segue em cenário de empate técnico entre aprovação e desaprovação. De acordo com o levantamento, 49% dos eleitores desaprovam a atuação do presidente, enquanto 47% aprovam. Outros 4% não souberam ou não responderam.

Os números mantêm praticamente o mesmo quadro registrado na pesquisa anterior, divulgada em dezembro de 2025. Naquele levantamento, 49% desaprovavam o governo Lula, 48% aprovavam e 3% não opinaram. A diferença entre aprovação e desaprovação continua em um ponto percentual, dentro da margem de erro.

Ao serem questionados sobre a avaliação do governo, os números são os seguintes:

  • Positivo: 32% (eram 34% em dezembro);
  • Negativo: 39% (eram 38%);
  • Regular: 27% (eram 25%);
  • Não sabem/não responderam: 2% (eram 3%).

O levantamento também questionou os eleitores se Lula merece continuar à frente do País por mais quatro anos:

  • Sim: 40% (eram 41% em dezembro)
  • Não: 56% (eram 56%);
  • Não sabem/não responderam: 4% (eram 3%).

Série histórica

Segundo a série histórica da Quaest, o empate entre os dois indicadores vem sendo observado desde outubro. Antes disso, entre fevereiro e setembro de 2025, a desaprovação aparecia numericamente à frente da aprovação, com destaque para o mês de maio, quando o governo enfrentou seu pior momento no período: 57% de desaprovação contra 40% de aprovação.

O levantamento também mostra que, em dezembro de 2024, o cenário era mais favorável ao presidente. Na ocasião, a aprovação superava a desaprovação, com 52% avaliando positivamente o governo e 47% de avaliações negativas.

A pesquisa reforça a leitura de que o presidente Lula inicia 2026 com um eleitorado dividido, sem recuperação expressiva da aprovação, mas também sem aprofundamento da rejeição registrada no primeiro semestre de 2025. O cenário mantém atenção redobrada do Palácio do Planalto, especialmente diante do contexto político e econômico que antecede o ciclo eleitoral de 2026.