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Pelo menos 10 secretários de Elmano podem deixar o cargo para disputar eleições em 2026

O prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral é de que os titulares das pastas se desincompatibilizem de seus cargos em um período de, no mínimo, seis meses antes das eleições
Zezinho Albuquerque, Lia Gomes, Chagas Vieira, Jade Romero e Eduardo Bismarck podem deixar suas Secretarias até o início de abril. Fotos: Divulgação e Opinião CE

O Governo do Ceará pode ter uma grande mudança no secretariado já a partir do fim de março. Com as eleições se aproximando, titulares de pastas que possuem interesse em disputar algum cargo eletivo precisam deixar o cargo para que sejam candidatos.

A Justiça Eleitoral define que candidatos precisam se desincompatibilizar dos cargos em um período de pelo menos seis meses antes do pleito. A “desincompatibilização” é o termo utilizado para o caso em que ocupantes de cargos públicos deixam temporariamente suas funções para concorrer em uma eleição.

Pelo menos 10 secretários do governador Elmano de Freitas (PT) podem deixar o cargo para disputar as eleições em 2026.

Dois dos principais nomes do Governo, a vice-governadora e secretária da Proteção Social, Jade Romero (MDB), e o secretário-chefe da Casa Civil, Chagas Vieira, podem se desincompatibilizar.

Jade deixaria a Secretaria de Proteção Social (SPS), mas seguiria no posto de vice do Executivo. Ela é cotada, além de uma possível nova candidatura à Vice, a deputada federal. No último dia 20, Jade ressaltou que a definição sobre sua candidatura ficará apenas para o ano que vem, mas afirmou que vai se afastar do cargo de secretária da SPS para poder concorrer no pleito.

Já Chagas, que já foi cotado como um possível candidato ao Senado, é outro que pode se desincompatibilizar do cargo na Casa Civil. Ele já revelou que pode deixar a pasta.

Secretários com mandato parlamentar

Outros secretários que possuem mandato de deputado também devem se desincompatibilizar.

Dentre eles estão os deputados estaduais Zezinho Albuquerque (PP), secretário das Cidades; Lia Gomes (PSB), secretária das Mulheres; Fernando Santana (PT), secretário dos Recursos Hídricos; e Moisés Braz (PT), secretário do Desenvolvimento Agrário.

Quem também é deputado estadual licenciado é o secretário da Pesca e Aquicultura, Oriel Nunes Filho (PT). Ele, no entanto, deve apoiar a candidatura de sua cunhada, Laís Nunes (PT), a deputada estadual. O Opinião CE entrou em contato com a assessoria, que informou ainda não ter como adiantar qual será a decisão do secretário.

Deputado federal, Eduardo Bismarck (PDT), secretário do Turismo, é outro que deve se desincompatibilizar para disputar um novo mandato. A expectativa é de que o titular da pasta migre para o Podemos na janela partidária, para compor chapa do partido para a Câmara Federal.

O secretário da Proteção Animal, Erich Douglas (PSD), é outro que deve deixar o cargo. Em contato com o Opinião CE, Erich confirmou sua candidatura a deputado estadual.

Sem mandato parlamentar, mas que podem deixar o cargo

Na lista, também estão secretários que não possuem mandato parlamentar, mas que estudam lançar candidatura.

Uma delas é a titular da Cultura, Luísa Cela (PT). A filha da ex-governadora Izolda Cela (PSB), em entrevista ao Opinião CE, não negou uma possível candidatura a um cargo no Legislativo.

Nacionalmente, conforme ela, existe um movimento para que pessoas ligadas à cultura lancem candidaturas. “No próximo ano, entramos na agenda eleitoral e essa possibilidade de construção de uma candidatura”, disse Luísa.

Outro nome que busca construir uma candidatura é o secretário do Desenvolvimento Econômico, Domingos Filho (PSD). A situação do presidente do PSD Ceará, no entanto, depende de mais fatores, já que ele busca ser candidato ao Senado. A definição da chapa governista à Câmara Alta do Congresso Nacional deve ser articulada dentre os principais líderes políticos da base do Governo.

Nomes menos citados para um cargo eletivo, mas que discutem a possibilidade de se desincompatibilizar, Adelita Monteiro (Psol), da Juventude, e Vladyson Viana (PT), do Trabalho, também são cotados para deixar os seus respectivos cargos.

Critérios para as trocas de comando

Em entrevista coletiva antes da reunião do secretariado, no último sábado (20), o governador Elmano afirmou que já foram estabelecidos alguns critérios para a troca do secretariado. De acordo com ele, “quanto mais tempo o secretário ficar, melhor”.

“Evidentemente que o secretário, quanto mais tempo ficar, mais compromisso, mais prazo ele vai ter para colaborar para as metas”, disse, na ocasião.

O chefe do Executivo defende que os substitutos dos secretários estejam dentro das próprias pastas. Ele ressaltou, no entanto, que cada caso será analisado de forma separada.