O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), defendeu a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e da Primeira Turma da Corte, em prender preventivamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo o chefe do Executivo cearense, a ação tratou-se de uma “medida de cautela”, uma vez que Bolsonaro tentou quebrar a tornozeleira eletrônica, que permitia à Polícia Federal (PF) localizá-lo, visando a que ele se mantivesse em prisão domiciliar.
O próprio ex-presidente já admitiu que tentou quebrar a tornozeleira com um ferro de solda.
“Ninguém quebra a tornozeleira para ficar no mesmo local. Quebra porque quer ir para algum canto sem ser encontrado”, disse Elmano, destacando que a Corte tomou uma “medida de cautela”.
Advogado, o governador afirmou que, se alguém em prisão domiciliar tentou quebrar a tornozeleira, é comum que um juiz tome uma providência em relação a isso e imponha uma medida mais grave ao réu.
Ainda de acordo com ele, a posição de Alexandre de Moraes foi “equilibrada”. O petista lembrou que o ministro do STF defendeu que Bolsonaro seja tratado com “humanidade, sem espetacularização e com o máximo respeito”, por ser ex-presidente.
A fala ocorreu em coletiva após sessão solene no Congresso Nacional que homenageou a Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) pelos seus 190 anos.
Prisão preventiva de Bolsonaro
Bolsonaro foi preso na manhã de sábado (22) após tentar violar sua tornozeleira eletrônica com um ferro de solda. Em audiência de custódia, o ex-presidente confessou o ato e alegou “paranoia” causada por medicamentos.
Na decisão que determinou a prisão preventiva, Moraes citou que uma vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, facilitaria a intenção do réu de fugir da condição.
Na manhã desta segunda-feira (24), a Primeira Turma da Corte votou, por unanimidade, para manter o ex-presidente preso.
Após Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia votaram de forma favorável à manutenção da prisão. Bolsonaro está encarcerado em uma sala da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília.
