O presidente da República, Lula (PT), e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), entraram em embate após a aprovação do PL Antifacção na Câmara, nesta terça-feira (19).
O projeto, enviado pelo Poder Executivo, sofreu seis alterações do relator, o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), que é o secretário de Segurança Pública do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo.
Durante a votação da proposta, o Governo indicou voto contrário à proposta, que foi aprovada por 370 votos a favor e 110 contrários. Tiveram ainda três abstenções.
Lula, em suas redes sociais, afirmou que o texto aprovado enfraquece o combate ao crime e gera insegurança jurídica. “O projeto aprovado ontem pela Câmara alterou pontos centrais do PL Antifacção que nosso governo apresentou. (…) Trocar o certo pelo duvidoso só favorece quem quer escapar da lei”, escreveu.
O presidente defendeu que, no Senado, “prevaleça o diálogo e a responsabilidade” na análise do projeto. Na outra Casa do Legislativo, quem vai fazer a relatoria do texto é o senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Segundo ele, o seu relatório não permitirá que a Polícia Federal (PF) perca recursos, o que tem sido criticado pelo Governo Federal.
“A gente vai verificar o formato, mas a gente já antecipa que não terá nenhum tipo de redução no financiamento da Polícia Federal, que é fundamental para o Brasil”, disse o parlamentar.
Em resposta a Lula, Hugo Motta afirmou que não se pode desinformar a população com inverdades. Ele disse que o Governo estaria tentando distorcer os efeitos do projeto, que, de acordo com Motta, teria como finalidade reforçar a capacidade do País na segurança pública.
O deputado acrescentou ainda que o Executivo teria optado pelo caminho errado ao votar de forma contrária ao projeto.
