O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) respondeu nesta terça-feira (18) a um comentário do primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, que mencionou Belém-PA de forma depreciativa ao compará-la com Berlim. A resposta ocorreu dias após a fala do líder europeu, divulgada em 13 de novembro, quando ele afirmou que a capital alemã seria mais atraente para a equipe dele.
Durante a inauguração da ponte que conecta Xambioá-TO a São Geraldo do Araguaia-PA, Lula destacou que Belém e o estado do Pará oferecem uma qualidade superior à mencionada pelo premiê alemão. O Presidente declarou que nem a capital alemã alcançaria 10% das experiências disponíveis na região amazônica.
O episódio ganhou força depois da afirmação de Friedrich Merz, que relatou que ninguém da comitiva alemã quis permanecer em Belém para acompanhar a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). Ele justificou a decisão afirmando que Berlim seria uma cidade muito bonita.
REAÇÃO BRASILEIRA
Lula recordou que, quando o Governo Federal escolheu o Pará como sede da COP30, diferentes setores reclamaram da decisão e sugeriram outras cidades como Rio de Janeiro ou São Paulo. O Presidente observou que críticas chegaram a incluir até o preço de refrigerantes, enquanto poucos discutiram valores cobrados em aeroportos internacionais.
A declaração de Friedrich Merz, segundo Lula, demonstrou desconhecimento sobre a cultura, o cotidiano e os costumes paraenses. O presidente da República reforçou que a equipe alemã poderia ter vivido experiências muito mais ricas caso tivesse permanecido na capital amazônica.
CULTURA E IDENTIDADE
Lula afirmou que qualquer visitante só compreende a dimensão do Pará ao frequentar espaços populares. Ele mencionou que bares, danças tradicionais e a culinária local revelariam a riqueza cultural da região, descrita como superior à oferecida pela capital alemã.
O Presidente concluiu seu discurso reiterando que Belém e o estado do Pará representam um patrimônio cultural, social e ambiental que merece respeito internacional. Ele acrescentou que a diversidade do território amazônico oferece vivências que capitais europeias não conseguem reproduzir.
Com informações da Agência Brasil.
