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Lula reage a crítica de primeiro-ministro alemão e exalta Belém e o Pará

Declaração de Friedrich Merz sobre a COP30 provoca resposta pública do presidente, que destaca cultura, hospitalidade e força regional do Pará
Lula lembrou que, quando decidiu fazer a COP no Pará, muitos reclamaram e disseram que deveria ser no Rio de Janeiro ou em São Paulo. Foto: Ricardo Stuckert/ Presidência da República

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) respondeu nesta terça-feira (18) a um comentário do primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, que mencionou Belém-PA de forma depreciativa ao compará-la com Berlim. A resposta ocorreu dias após a fala do líder europeu, divulgada em 13 de novembro, quando ele afirmou que a capital alemã seria mais atraente para a equipe dele.

Durante a inauguração da ponte que conecta Xambioá-TO a São Geraldo do Araguaia-PA, Lula destacou que Belém e o estado do Pará oferecem uma qualidade superior à mencionada pelo premiê alemão. O Presidente declarou que nem a capital alemã alcançaria 10% das experiências disponíveis na região amazônica.

O episódio ganhou força depois da afirmação de Friedrich Merz, que relatou que ninguém da comitiva alemã quis permanecer em Belém para acompanhar a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). Ele justificou a decisão afirmando que Berlim seria uma cidade muito bonita.

REAÇÃO BRASILEIRA

Lula recordou que, quando o Governo Federal escolheu o Pará como sede da COP30, diferentes setores reclamaram da decisão e sugeriram outras cidades como Rio de Janeiro ou São Paulo. O Presidente observou que críticas chegaram a incluir até o preço de refrigerantes, enquanto poucos discutiram valores cobrados em aeroportos internacionais.

A declaração de Friedrich Merz, segundo Lula, demonstrou desconhecimento sobre a cultura, o cotidiano e os costumes paraenses. O presidente da República reforçou que a equipe alemã poderia ter vivido experiências muito mais ricas caso tivesse permanecido na capital amazônica.

CULTURA E IDENTIDADE

Lula afirmou que qualquer visitante só compreende a dimensão do Pará ao frequentar espaços populares. Ele mencionou que bares, danças tradicionais e a culinária local revelariam a riqueza cultural da região, descrita como superior à oferecida pela capital alemã.

O Presidente concluiu seu discurso reiterando que Belém e o estado do Pará representam um patrimônio cultural, social e ambiental que merece respeito internacional. Ele acrescentou que a diversidade do território amazônico oferece vivências que capitais europeias não conseguem reproduzir.

Com informações da Agência Brasil.