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“O Tribunal ter uma mulher apenas não é positivo”, diz Barroso sobre vaga ao STF

O ex-ministro, aposentado recentemente do cargo, ressaltou que não tem nenhuma oposição aos nomes masculinos ventilados, mas que a ausência de mulheres precisa ser revertida “a curto ou médio prazo”
Foto: Levy Dantas/Opinião CE

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, afirmou que não é positivo, para o Supremo, ter apenas uma mulher dentre os seus integrantes. Atualmente, apenas Cármen Lúcia está entre os 11 ministros que representam a instância máxima da Justiça brasileira.

Barroso acompanhou a COP30 nesta quinta-feira (13). O Opinião CE, com o jornalista Rodrigo Rodrigues e o cinegrafista Levy Dantas, faz a cobertura do maior evento do planeta sobre mudança climática.

De acordo com o magistrado, ele não possui oposição aos nomes masculinos ventilados, já que “os três são muito competentes e capazes”, disse, referindo-se a Jorge Messias, advogado-geral da União; o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e o ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU).

“Existem muitos homens altamente qualificados. Eu, pessoalmente, acho que o Tribunal ter uma mulher apenas não é positivo. Portanto, a curto ou médio prazo, acho que isso precisa ser revertido”, afirmou, ressaltando que “há muitas mulheres capazes”.

Barroso completou, afirmando que existem grandes virtudes que são necessárias para ser ministro no Supremo. Além do conhecimento jurídico e reputação ilibada, ele ressaltou questões como “integridade, civilidade e idealismo”.

Na “integridade”, ele frisou a importância de um ministro “ser correto”, de “não passar os outros para trás e não desviar dinheiro”.

No ponto da “civilidade”, Barroso destacou a “capacidade de tratar, com respeito e consideração, quem pensa de maneira diferente”.

Já no “idealismo”, ele pontua a “capacidade de ver para além do próprio interesse, e ter alegria e realização de fazer para os outros e para o país”.