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Mundo Encantado”: Alece promove atividades lúdicas para crianças atendidas pelo Ciadi

O evento “Mundo Encantado” vai realiza as atividades nesta quarta-feira (22) no Centro Inclusivo para Atendimento e Desenvolvimento Infantil (CIADI)
Evento conta com brincadeiras, como pula-pula, oficina de bolinhas, pintura de gesso e slime. Foto: Bia Medeiros / Alece

A Assembleia Legislativa do Ceará promoveu, nesta quarta-feira (22), mais uma edição do evento “Mundo Encantado”, realizado em alusão ao Dia das Crianças, por meio do Centro Inclusivo para Atendimento e Desenvolvimento Infantil (Ciadi). As atividades acontecem no próprio espaço do Centro.

O evento, voltado para os pacientes atendidos no Ciadi, conta com brincadeiras como pula-pula, oficina de bolinhas, pintura em gesso, slime, entre outras atividades. As ações tiveram início na terça-feira (21), com a participação da primeira-dama da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), Tainah Marinho Aldigueri.

“Um dia de muita alegria por estarmos aqui reunidos com as crianças e com seus familiares para celebrar o Dia da Criança e para celebrar a diversidade”, relatou a primeira-dama.

Nos dias 21 e 22 de outubro, o espaço térreo do Edifício Deputado Francisco das Chagas Albuquerque (Anexo III da Alece) está dedicado às atividades lúdicas e experiências sensoriais, proporcionando momentos de alegria e integração para crianças e adolescentes atendidos pelo Ciadi.

“É na diversidade que a gente encontra a beleza da vida, e é isso que fazemos aqui todos os dias, acompanhando e estimulando o desenvolvimento das nossas crianças. E, principalmente, promovendo um mundo com mais inclusão e respeito para todas as infâncias”, acrescentou Tainah.

Segundo a coordenadora do Ciadi, Aryadna Rocha, o evento foi planejado para incluir os 166 pacientes assistidos pelo Centro. Ela explicou que o Ciadi e a Alece organizaram uma programação de dois dias, dividida em quatro turnos, para contemplar todas as crianças. “É mais do que um momento de diversão, porque as terapias, na sua maioria, são individuais. Esse momento é para que a gente consiga reunir todos, para promover a inclusão“, destacou Aryadna.

RELATOS DE PACIENTES

Para Lenice Lélis, é uma grande conquista perceber na filha, Maria Luísa Lélis, de oito anos, o interesse em confraternizar com os colegas.

“Para a mãe de uma criança autista, esse momento de confraternizar, de se comunicar — que é o que eles mais têm dificuldade — é indispensável, é fundamental, é necessário”, afirmou Lenice.

Nicolas chegou na instituição sem muita interação, mas se desenvolveu e hoje gosta de contar histórias. Foto: Máximo Moura / Alece

A servidora pública Nelma Sampaio Lima, avó de Nicolas, de oito anos, atendido no Ciadi há cinco anos, destacou o progresso do neto ao longo desse tempo. “Quando ele era pequenininho, falava muito, mas não interagia. Quando começou a vir pra cá, foi se desenvolvendo. Hoje, além de falar muito bem, fala com clareza, com as palavras certinhas. Continua a conversa, conta histórias”, relatou Nelma.

Maria Cecília Aguiar Matos, também de oito anos, teve uma evolução rápida após passar a ser atendida no Ciadi. A mãe dela, Glaucineide Lopes de Aguiar, conseguiu a vaga há 40 dias para terapia ocupacional e atendimento psicológico, e já percebe grandes avanços.

“Eu agradeço por ter essa oportunidade para ela. Até no colégio melhorou, porque estava com muita dificuldade. Ela não conseguia ficar na sala, mas já começou a entrar. Essa semana, ela foi duas vezes já”, comemorou Glaucineide.