O ex-ministro Ciro Gomes pediu desfiliação do PDT na manhã desta sexta-feira (17). Conforme a Folha de S. Paulo e O Globo, o cearense teria enviado uma carta ao presidente pedetista, Carlos Lupi, anunciando o desejo de deixar a legenda. Ele era filiado ao PDT desde 2015 e disputou duas eleições à Presidência da República pela sigla.
A presidência do Diretório Estadual do PDT no Ceará, no entanto, informou ao Opinião CE que não recebeu nenhum comunicado sobre a possível saída do Ferreira Gomes do partido.
Para as eleições do próximo ano, Ciro é cotado como pré-candidato ao Governo do Ceará. Apesar de não falar publicamente que postula o cargo, deputados e lideranças da oposição defendem publicamente sua candidatura.
O próximo partido de Ciro deve ser o PSDB ou o União Brasil, legendas que disputam o possível candidato.
A saída do ex-ministro e ex-governador do PDT, aliás, ocorre em um momento em que o partido se reaproxima da gestão do governador Elmano de Freitas (PT) após o rompimento de 2022.
Durante as eleições municipais de 2024, o presidente estadual do PDT, o deputado federal André Figueiredo, apoiou a candidatura de Evandro Leitão (PT) contra o bolsonarista André Fernandes (PL). O movimento ajudou a pavimentar um caminho para a reaproximação.
Já Ciro, durante o turno adicional em Fortaleza, não se pronunciou publicamente sobre a disputa, mas os ex-prefeitos de Fortaleza, Roberto Cláudio e José Sarto, aliados dele, apoiaram Fernandes.
O grupo político liderado por Ciro vem se aproximando, desde então, dos bolsonaristas e do ex-deputado federal Capitão Wagner, presidente do União Brasil no Ceará. O objetivo, conforme já defendido por parlamentares oposicionistas, é construir uma coligação conjunta para o pleito de 2026.
