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Ciro pede desfiliação do PDT em meio a reaproximação do partido ao PT

O ex-ministro, cotado como pré-candidato ao Governo do Ceará, deverá se filiar ao PSDB ou ao União Brasil; candidato à Presidência da República duas vezes pelo PDT, Ciro estava filiado à legenda desde 2015
Declaração afasta possibilidade de alinhamento político entre os irmãos em 2026. Foto: Reprodução/Arquivo

O ex-ministro Ciro Gomes pediu desfiliação do PDT na manhã desta sexta-feira (17). Conforme a Folha de S. Paulo e O Globo, o cearense teria enviado uma carta ao presidente pedetista, Carlos Lupi, anunciando o desejo de deixar a legenda. Ele era filiado ao PDT desde 2015 e disputou duas eleições à Presidência da República pela sigla.

A presidência do Diretório Estadual do PDT no Ceará, no entanto, informou ao Opinião CE que não recebeu nenhum comunicado sobre a possível saída do Ferreira Gomes do partido.

Para as eleições do próximo ano, Ciro é cotado como pré-candidato ao Governo do Ceará. Apesar de não falar publicamente que postula o cargo, deputados e lideranças da oposição defendem publicamente sua candidatura.

O próximo partido de Ciro deve ser o PSDB ou o União Brasil, legendas que disputam o possível candidato.

A saída do ex-ministro e ex-governador do PDT, aliás, ocorre em um momento em que o partido se reaproxima da gestão do governador Elmano de Freitas (PT) após o rompimento de 2022.

Durante as eleições municipais de 2024, o presidente estadual do PDT, o deputado federal André Figueiredo, apoiou a candidatura de Evandro Leitão (PT) contra o bolsonarista André Fernandes (PL). O movimento ajudou a pavimentar um caminho para a reaproximação.

Já Ciro, durante o turno adicional em Fortaleza, não se pronunciou publicamente sobre a disputa, mas os ex-prefeitos de Fortaleza, Roberto Cláudio e José Sarto, aliados dele, apoiaram Fernandes.

O grupo político liderado por Ciro vem se aproximando, desde então, dos bolsonaristas e do ex-deputado federal Capitão Wagner, presidente do União Brasil no Ceará. O objetivo, conforme já defendido por parlamentares oposicionistas, é construir uma coligação conjunta para o pleito de 2026.