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Alece aprova PEC que garante internet como direito universal na Constituição do Ceará

De autoria do deputado Léo Suricate, a proposta foi aprovada na sessão desta quinta-feira (16) na Assembleia; a medida, apoiada pelo Governo, segue para a sanção do governador Elmano de Freitas
Léo Suricate (Psol) frisa que a audiência pública busca reunir diagnósticos, dados e pesquisas que contribuam para o fortalecimento de uma política de segurança pública cidadã, preventiva e baseada na proteção da vida. Foto: Junior Pio/ Alece

A Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) aprovou, nesta quinta-feira (16), Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que inclui a garantia do direito à internet segura e livre para a população cearense. O projeto, de autoria do deputado Léo Suricate (Psol), foi aprovado com apenas três votos contrários nos dois turnos de votação.

O projeto ganhou apoio do Executivo. O líder do Governo, Guilherme Sampaio (PT), teceu elogios à medida e ao parlamentar que a apresentou. A matéria agora segue para a sanção do governador Elmano de Freitas (PT).

A PEC, além de garantir o direito à internet segura e livre, dispõe que ela será utilizada como ferramenta de acesso à informação, à educação e à participação cívico-democrática.

Foram 30 votos favoráveis no primeiro turno e 31 no segundo. Ela precisava de 28 votos para ser aprovada.

Nos dois momentos de votação, apenas três deputados votaram contra a PEC: David Vasconcelos (PL), Pastor Alcides Fernandes (PL) e Pedro Matos (Avante). A proposta, aliás, dividiu os votos da oposição. O líder do grupo, Sargento Reginauro (União Brasil), por exemplo, votou de forma favorável.

O PROJETO

De acordo com a proposição, o acesso universal e igualitário à internet como princípio da Constituição Estadual é “um passo crucial para consolidar os avanços já feitos e reforçar o compromisso do Poder Público com a inclusão digital, assegurando que todos os cidadãos cearenses possam participar plenamente da sociedade do conhecimento”.

A PEC insere um novo inciso ao artigo 14 da Constituição. No artigo, já estão inseridos princípios como respeito à Constituição Federal, defesa da igualdade, promoção da justiça social e defesa do meio ambiente.

“Garantia do direito à internet segura e livre como ferramenta de acesso à informação, educação e participação cívico-democrática”, destaca o texto.

Na justificativa da proposta, o parlamentar destaca que o acesso à internet, atualmente, é um “alicerce” para o “pleno exercício da cidadania e para o avanço social e profissional das pessoas”. De acordo com ele, a falta de conectividade limita oportunidades de aprendizado, educação e emprego.

Ainda conforme Suricate, reconhecer o acesso à internet como direito fundamental é tão essencial quanto os direitos à água, à luz e à informação.